Curitiba - Apesar do fraco crescimento da economia e da moderação do consumo, a taxa de desemprego das seis maiores regiões metropolitanas do País caiu para 5,4% na média de 2013, a menor marca da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2002. Em 2012, a taxa havia sido de 5,5%.
Para os economistas Francisco José Gouveia de Castro, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), e Sandro Silva, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o resultado de 2013 é considerado positivo. ‘’O resultado é bom em relação ao cenário econômico com estimativa de que o PIB (Produto Interno Bruto) tenha crescido 2,5% no ano passado’’, destacou Silva. Até setembro de 2013, o Ipardes fazia a pesquisa da PME, e divulgava o índice de desemprego em Curitiba, mas o levantamento foi encerrado.
Para o economista do Dieese, os principais motivos que levaram à diminuição do desemprego em 2013 foram o crescimento do emprego, que vem ocorrendo desde 2004 - com redução apenas durante a crise mundial que começou no final de 2008 - e o crescimento da renda. Silva explicou que, como os pais têm renda maior e estão empregados, os jovens hoje demoram mais para entrar no mercado de trabalho e só ingressam na vida profissional quando encontram um emprego com salário melhor. Isso também ajuda a pressionar menos a taxa de desemprego.
Para 2014, Silva projeta um cenário melhor com queda maior do desemprego, caso o crescimento do PIB seja confirmado em 2,5% para este ano. Para Castro, do Ipardes, a taxa de desemprego neste ano vai depender do cenário internacional, especialmente de países como os Estados Unidos, e também da política econômica interna.
Em dezembro de 2013, o desemprego nas seis regiões metropolitanas ficou em 4,3%, abaixo dos 4,6% registrados em novembro. Em dezembro de 2012, o índice também se situou em 4,6%.
A pesquisa do IBGE mostrou ainda que a renda subiu 1,8%, em média, em 2013, e foi estimada em R$ 1.929,03. Em 2012, o avanço havia sido maior, de 4,1%. De novembro para dezembro, houve queda de 0,7% na remuneração dos trabalhadores. Silva explica que um dos principais motivos para a queda na renda foi a alta da inflação, principalmente no primeiro semestre, que corrói os salários. No entanto, ele considerou positivo o fato de a renda continuar crescendo com o baixo desempenho da economia em 2013. Silva prevê que, se a inflação diminuir neste ano, a renda pode ter aumento maior.
Ainda diante do cenário de baixo crescimento da economia em 2013, a criação de novas vagas perdeu força e cresceu somente 0,7% em 2013, chegando a um contingente de 23,3 milhões de ocupados nas seis regiões metropolitanas. Em 2012, o incremento da ocupação tinha sido de 2,2%. Em dezembro, houve estabilidade em relação a novembro.
Já os desocupados somaram 1,3 milhão de pessoas, na média anual, com leve recuo, de 0,1% na média de 2013. Segundo o IBGE, a pequena redução na taxa de desemprego ocorreu pela menor procura de trabalho, já que não foram criadas vagas em quantidade expressiva. (Com agências)

Imagem ilustrativa da imagem Desemprego fecha 2013 no menor nível da série histórica
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