Desemprego fecha 2013 no menor nível da série histórica
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - Apesar do fraco crescimento da economia e da moderação do consumo, a taxa de desemprego das seis maiores regiões metropolitanas do País caiu para 5,4% na média de 2013, a menor marca da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2002. Em 2012, a taxa havia sido de 5,5%.
Para os economistas Francisco José Gouveia de Castro, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), e Sandro Silva, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o resultado de 2013 é considerado positivo. O resultado é bom em relação ao cenário econômico com estimativa de que o PIB (Produto Interno Bruto) tenha crescido 2,5% no ano passado, destacou Silva. Até setembro de 2013, o Ipardes fazia a pesquisa da PME, e divulgava o índice de desemprego em Curitiba, mas o levantamento foi encerrado.
Para o economista do Dieese, os principais motivos que levaram à diminuição do desemprego em 2013 foram o crescimento do emprego, que vem ocorrendo desde 2004 - com redução apenas durante a crise mundial que começou no final de 2008 - e o crescimento da renda. Silva explicou que, como os pais têm renda maior e estão empregados, os jovens hoje demoram mais para entrar no mercado de trabalho e só ingressam na vida profissional quando encontram um emprego com salário melhor. Isso também ajuda a pressionar menos a taxa de desemprego.
Para 2014, Silva projeta um cenário melhor com queda maior do desemprego, caso o crescimento do PIB seja confirmado em 2,5% para este ano. Para Castro, do Ipardes, a taxa de desemprego neste ano vai depender do cenário internacional, especialmente de países como os Estados Unidos, e também da política econômica interna.
Em dezembro de 2013, o desemprego nas seis regiões metropolitanas ficou em 4,3%, abaixo dos 4,6% registrados em novembro. Em dezembro de 2012, o índice também se situou em 4,6%.
A pesquisa do IBGE mostrou ainda que a renda subiu 1,8%, em média, em 2013, e foi estimada em R$ 1.929,03. Em 2012, o avanço havia sido maior, de 4,1%. De novembro para dezembro, houve queda de 0,7% na remuneração dos trabalhadores. Silva explica que um dos principais motivos para a queda na renda foi a alta da inflação, principalmente no primeiro semestre, que corrói os salários. No entanto, ele considerou positivo o fato de a renda continuar crescendo com o baixo desempenho da economia em 2013. Silva prevê que, se a inflação diminuir neste ano, a renda pode ter aumento maior.
Ainda diante do cenário de baixo crescimento da economia em 2013, a criação de novas vagas perdeu força e cresceu somente 0,7% em 2013, chegando a um contingente de 23,3 milhões de ocupados nas seis regiões metropolitanas. Em 2012, o incremento da ocupação tinha sido de 2,2%. Em dezembro, houve estabilidade em relação a novembro.
Já os desocupados somaram 1,3 milhão de pessoas, na média anual, com leve recuo, de 0,1% na média de 2013. Segundo o IBGE, a pequena redução na taxa de desemprego ocorreu pela menor procura de trabalho, já que não foram criadas vagas em quantidade expressiva. (Com agências)



