Carmem Murara
De Curitiba
O aquecimento da economia a partir do segundo semestre ainda não refletiu no índice de emprego na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Os municípios estão desde abril deste ano com o mesmo número de trabalhadores empregados. São um milhão e cinquenta e sete mil pessoas que se mantêm empregadas, contra uma população de 74 mil desempregados. O índice de desemprego é de 7,41%, percentual que tem apresentado redução consecutiva há quatro meses. A queda se justifica pelo fato de que menos pessoas estão a procura de emprego. Muitas desistiram, por não encontrar ocupação ou por que um dos membros da família conseguiu emprego.
A pesquisa feita pelo Ipardes e IBGE e divulgada ontem avalia quem está atrás de emprego formal ou informal. Os pesquisadores perguntam aos entrevistados se eles procuraram emprego nos últimos sete dias ou nos últimos 30 dias. No primeiro questionamento foi verificado que 6,5% da população não encontrou ocupação. Na segunda pergunta, o índice aumentou para 7,4%. Hoje a população que não faz parte dos economicamente ativos da Região Metropolitana de Curitiba é formada por 644 mil de pessoas. Elas integram o grupo que diz que não tem e não procura trabalho.
A Grande Curitiba ficou com a segunda menor taxa de desemprego no mês, perdendo para o Rio de Janeiro. Na pesquisa anterior, a capital paranaense estava em quarto lugar atrás do Rio, Porto Alegre e Belo Horizonte.
A pesquisa mostra ainda que a taxa de desemprego aberto atingiu seu pico em abril desde ano, quando foi divulgado o primeiro resultado. O índice de desemprego foi de 11,20% da população em atividade. Nos meses que se seguiram, a taxa foi caindo até chegar em 8,59%, em agosto, percentual superior à taxa nacional que foi de 8% em setembro.
A indústria de transformação foi o setor que mais empregou de abril até setembro: 16,66% de quem está no mercado de trabalho. Há quatro meses eram 16,12%. Já o comércio teve queda de 16,36% para 10,05% e o segmento de serviços de 52,19% para 51,91%.

mockup