Desemprego em SP vai a 17,8% e bate recorde
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quarta-feira, 31 de outubro de 2001
Agência Estado<br>De São Paulo 
A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo passou de 17,7% em agosto para 17,8% da População Economicamente Ativa (PEA) em setembro. A informação faz parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego, apresentada pela Fundação Seade e Dieese. Segundo as duas instituições, o contingente de desempregados em setembro foi de 1,65 milhão de pessoas.
O nível de ocupação permaneceu praticamente estável no período. Houve aumento do número de trabalhadores atuando no setor de serviços (35 mil) e no comércio (9 mil), contrabalançando a diminuição da ocupação industrial (36 mil). Ainda segundo a pesquisa, apesar da relativa estabilidade do número de vagas na região (acréscimo de 10 mil pessoas), o aumento no contingente de desempregados é explicado basicamente pela entrada de 23 mil pessoas no mercado de trabalho.
O rendimento dos trabalhadores da Região Metropolitana de São Paulo apresentou, em agosto, retração pelo segundo mês consecutivo. A massa dos rendimentos dos ocupados (pessoas que tinham realizado algum tipo de trabalho nos sete dias anteriores à entrevista) caiu 2,3%, enquanto a dos assalariados recuou 1,7%.
Os números são negativos em razão do rendimento médio do trabalhador, que também diminuiu no período. O rendimento médio dos ocupados era de R$ 846 em agosto, uma queda de 2,6%. O salário médio registrou decréscimo semelhante (2,7%), repetindo movimento pelo terceiro mês consecutivo e ficando em R$ 868.
Montadoras Após dez dias de negociação, a Volkswagen fez ontem nova proposta aos sindicatos dos metalúrgicos do ABC e de Taubaté: reduzir os salários e a jornada em 15% em troca da garantia de emprego para 4.000 operários excedentes nas duas unidades. Os sindicalistas recusaram o acordo. A empresa ameaça demitir. A Fiat anunciou novas férias coletivas para parte dos funcionários da montadora, que tem sede no Brasil em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. Desta vez, 400 funcionários ficarão dez dias parados.


