Desemprego em Londrina é menor do que média nacional
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sexta-feira, 26 de março de 2004
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
Londrina desfruta de uma condição privilegiada quando o assunto é desemprego. No município, o índice de 9,5% da População Economicamente Ativa (PEA) é menor que o da média nacional, na ordem de 12,5%. Segundo Mauro Viecili, gerente da Agência do Trabalhador, isso é resultado dos investimentos na indústria têxtil, educação de nível superior e do setor de serviços.
Nos dois primeiros meses do ano, a cidade gerou 1.100 empregos e a expectativa de Viecili é que até o início de junho sejam 3,5 mil novas vagas. Nesse período, as confecções estarão a pleno vapor graças à coleção de outono inverno que empregará entre 800 e 900 pessoas na região. ''Cerca de 60% dessa mão-de-obra é efetivada e o restante retorna à atividade dois meses depois dos preparativos da próxima coleção'', explicou José Ricardo Leite, integrante do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Londrina e Região.
Na opinião de Viecili este é um setor extremamente importante na economia local. Diariamente, ele diponibiliza de 25 a 50 vagas para costureiras, que não são totalmente preenchidas porque falta qualificação aos interessados. Este, na verdade, é o principal argumento do desemprego em Londrina e no Brasil. Para reverter essa situação, os governos federal, estadual e municipal oferecem cursos profissionalizantes custeados com verbas do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).
Entre dezembro do ano passado e janeiro, a Agência do Trabalhador em parceria com a Secretaria Municipal de Ação Social formou 380 pessoas nos cursos de cooperativismo de crédito rural, atendente de farmácia, porteiro condominial, mecânico de injeção eletrônica, costureira, eletricista industrial, entre outros. Em 2004, a previsão é que a primeira remessa do FAT chegue em abril para a formação de atendentes odontológicos, camareiras, operadores de telemarketing, auxiliares administrativos e porteiros com habilidades em informática, hidráulica, pneumática e primeiros-socorros.
Felizmente, a exigência mercadológica, às vezes, abre espaço para os menos qualificados. Um exemplo é a Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina que empregará cerca de 400 pessoas nos primeiros 20 dias de abril. De acordo com Viecili, a única condição para disputar uma das vagas é saber ler e escrever. ''É uma das contribuições sazonais que amenizam o problema social'', resumiu.


