Na opinião do gerente do Sine Londrina, Mauro Viecili, a cidade ainda conta com situação econômica melhor que o restante do País no que se refere à oferta de empregos. Enquanto informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dão conta de taxas de desemprego históricas para o Brasil, na ordem de 13% da população economicamente ativa, o Sine estima que o índice em Londrina não passe da casa dos 9,5%, ou cerca de 20 mil desempregados. ''O pico de desemprego registrado na cidade, cerca de 11%, foi entre junho e julho'', afirma Viecili.
A alternativa encontrada por alguns profissionais para aumentar ou mesmo garantir sua renda mensal é a informalidade. É o caso de Ana Maria Kley, que abandonou sua carreira por formação - dentista - para confeccionar cintos de couro. ''Morei no Rio de Janeiro e quando voltei para Londrina percebi que a cidade estava saturada de profissionais. Desde então, vivo com a produção de cintos, há três anos''. Ana Kley conta ainda que não pretende voltar a exercer sua antiga profissão tão cedo. ''Agora, eu vivo desse artesanato''.
Formada em geografia e no curso técnico de auxiliar de enfermagem, Lucimara Alves Navarro também encontrou na informalidade um meio para complementar sua renda, conquistada no trabalho como professora do magistério. ''Com a produção de bijuterias, complemento minha renda. Não ganho muito, mas não tenho escolha: nas escolas onde levo meu currículo, sempre exigem experiência''.

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