Desemprego em Curitiba se mantém na faixa dos 5%
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 02 de abril de 2002
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O desemprego na Região Metropolitana de Curitiba, de janeiro para fevereiro, cresceu 0,5%. Nesse período, 7 mil pessoas perderam o emprego. A população desocupada somou 61 mil habitantes dos 1,1 milhão considerados economicamente ativos. Mesmo com o desempenho negativo, a região foi a que apresentou a segunda menor taxa de desemprego comparando com outras seis regiões metropolitanas pesquisadas. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
Na Capital e municípios vizinhos o índice de desemprego em fevereiro foi de 5,07%, perdendo apenas para o Rio de Janeiro que apontou taxa de 4,6%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que também participa da pesquisa, o maior índice foi constatado em São Paulo, com 8,3%, seguido de Salvador, que apresentou 7,6%, Belo Horizonte e Recife, ambas com 7,2%, e Porto Alegre, onde a taxa chegou a 6,3%. A média nacional de desemprego, segundo o IBGE, é de 7%.
A avaliação do diretor do Ipardes, Paulo Mello Garcias, é de que em março o índice de desemprego seja ainda maior. A tendência é melhorar a partir de abril, afirmou. Garcias admite, no entanto, que se houver redução no número de desempregados, a queda não será significativa, uma vez que os índices de fevereiro, para ele, já são bastante baixos. O que pode melhorar é o emprego formal (com carteira assinada), disse.
A expectativa de abertura de financiamentos para a construção civil, segundo ele, pode fazer com que o setor abra novas frentes de trabalho a partir deste mês. Em fevereiro, foi o setor que mais demitiu. A redução no número de empregados foi de 6,9%. Por outro lado, a indústria da transformação foi a que mais empregou no mesmo mês, registrando expansão de 9,2%.
A taxa de desemprego nos dois primeiros meses deste ano, explicou Garcias, está seguindo a mesma tendência registrada em 2001. No entanto, os índices de agora estão em um patamar inferior. Em fevereiro do ano passado, a taxa de desemprego foi de 5,85%.
Outro dado positivo apontado na pesquisa é o aumento na geração de empregos formais na Região Metropolitana de Curitiba. O número de trabalhadores com carteira assinada que em fevereiro de 2001 era de 536 mil passou para 574 mil no mesmo mês deste ano. Entre os meses de fevereiro de 2001 e fevereiro deste ano houve, ainda, redução de 10,9% no número de empregos informais e um crescimento de 4,6% no número de pessoas que trabalham por conta própria.


