Desemprego em Curitiba fica em 3,7%, o menor índice do País
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Andréa Bertoldi <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A taxa de desemprego em julho foi de 3,7% na Região Metropolitana de Curitiba, a menor registrada no Brasil. O desemprego diminuiu em relação a junho, quando a taxa era de 4,1%. O presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Gilmar Mendes Lourenço, destacou que o desemprego em Curitiba tem sido historicamente inferior à média nacional. A taxa de julho foi a menor da série histórica, iniciada em 2002, para este mês.
Segundo ele, o mercado de trabalho na RMC é mais dinâmico e contou com o aquecimento dos setores de serviços e construção civil. Para ele, a redução do desemprego em julho em relação a junho pode ser explicada pela continuidade do crescimento da economia. Só o setor de construção civil teve um aumento de 9% no nível de emprego em Curitiba nos primeiros sete meses do ano e representou 44% do crescimento do setor no Estado.
Lourenço acredita que a RMC feche o ano com uma taxa de desemprego entre 3,5% e 4%, mesmo com a provável desaceleração da economia com as medidas de austeridade monetária implantadas pelo governo brasileiro, desde o final do ano passado.
Ele explicou que a crise dos Estados Unidos ainda é algo imprevisível. Lourenço acredita em diminuição do crescimento da economia americana, o que pode refletir na China e no Japão. Isso afetaria os preços das commodities e poderia trazer consequências negativas para as exportações brasileiras. Uma saída seria o Brasil fortalecer o dinamismo do mercado interno, o que, segundo Lourenço, favoreceria os investimentos. O presidente do Ipardes acredita que a crise americana não vai afetar o emprego no Brasil.
Em julho, a renda média na RMC foi de R$ 1.640,00 e ficou 1,76% acima da média nacional que foi de R$ 1.613,00. Foi a terceira maior renda do Brasil, só perdendo para São Paulo (R$ 1.720,00) e Rio de Janeiro (R$ 1.673,00). Em relação a junho, houve queda na renda de 2,1%. De acordo com Lourenço, essa redução pode ser explicada pela diminuição dos salários no setor público.
No Brasil
No País, a taxa de desemprego de 6,0% em julho foi a menor para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), em março de 2002. A população desocupada ficou em 1,4 milhão de pessoas em julho, patamar estável em relação ao mês anterior, segundo dados do IBGE.
Na comparação com julho do ano passado, houve queda de 12,1% na população desocupada, ou seja, menos 200 mil pessoas à procura de trabalho. Já a população ocupada ficou em 22,5 milhões, variação não significativa frente a junho. No confronto com julho de 2010, houve aumento de 2,1% no número de ocupados, representando um adicional de 456 mil postos de trabalho.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi de 10,9 milhões, alta de 1,2% na comparação com junho. Na comparação com o mesmo período de 2010, houve aumento de 7,1%, um adicional de 726 mil postos de trabalho com carteira assinada.(Com Agência Estado)


