Desemprego em Curitiba aumentou em novembro
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sexta-feira, 29 de dezembro de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Curitiba passou de 5,16% da população economicamente ativa para 5,54% em novembro sobre o mês anterior. O crescimento de 0,38 ponto percentual foi constatado na pesquisa mensal feita pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Os números foram divulgados ontem pelo diretor-presidente do Instituto, Paulo Melo Garcias.
Segundo Garcias, o resultado negativo quebra uma sequência de aumento na oferta de emprego que vinha sendo registrada no segundo semestre, fruto de um aquecimento na economia nacional. Ele disse, no entanto, que o desemprego aumentou pelo fato de que mais pessoas passaram a procurar uma vaga para trabalhar. Houve um aumento da pressão sobre o mercado de trabalho, porque aumentou o número de pessoas em idade ativa, explicou. Muitas estavam sem perspectivas de conseguir um emprego e por isso não procuravam mais uma vaga, mas com as notícias de aquecimento da economia voltaram a ter esperanças.
O setor que mais contribuiu para o desemprego, em novembro, foi a indústria de transformação com uma queda de 2,2%. Em contrapartida, os setores da construção civil e serviços foram responsáveis pelo aumento da ocupação. Tradicionalmente, esses dois segmentos empregam nesta época, por causa do movimento de final de ano, disse Garcias.
Apesar do resultado negativo, Curitiba ainda se apresenta como uma das capitais com menor índice de desemprego, entre as cidades que são pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Curitiba está em segundo lugar, atrás do Rio de Janeiro que teve uma taxa de desemprego de 4,4%. Depois da capital paranaense, aparece São Paulo com 6,2% e Porto Alegre com 6,6%. As capitais que têm maior índice de desempregados são Salvador com 9,2% da população economicamente ativa e Belo Horinzonte com 7,1%.
A pesquisa apontou ainda que, entre os cerca de 1,17 milhão de pessoas que trabalham na Grande Curitiba, 47% têm carteira de trabalho, o restante está na informalidade. Porto Alegre tem 48%. Os menores índices são do Rio de Janeiro e Recife com 40% e 41%, respectivamente.


