Desemprego em 2000 deve fechar em 7,2%
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sexta-feira, 05 de janeiro de 2001
Agência Folha De Brasília 
A taxa média de desemprego aberto calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para as principais regiões metropolitanas do País deve fechar em 7,2% em 2000. O resultado é 0,4 ponto percentual abaixo da taxa de 1999. De janeiro a outubro do ano passado, a taxa média foi de 7,5%. As informações constam do Boletim Técnico sobre Relações do Trabalho da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Segundo análise da CNI, o mercado de trabalho evoluiu favoravelmente em 2000 em praticamente todos os aspectos. O nível geral de emprego cresceu, inclusive no setor formal, enquanto que a taxa de desemprego caiu, diz o documento divulgado pela Confederação.
Para 2001, as perspectivas da CNI são de continuidade desse quadro favorável desde de que o atual nível de crescimento da economia seja mantido. A melhora no nível de emprego beneficia, além do novo empregado, também o governo, que reduz os gastos com seguro-desemprego.
O Ministério do Trabalho pagou em novembro de 2000 o benefício do seguro-desemprego a 306.909 trabalhadores. O número é 2,47% menor do que o registrado no mesmo mês de 1999, quando foram pagos benefícios a 314.668 trabalhadores, e 6,72% inferior ao número registrado em outubro de 2000.
De acordo com o ministério, o número de requerimentos em novembro atingiu 323.276, dos quais 94,94% foram deferidos. Os trabalhadores beneficiados recebem entre três e cinco parcelas mensais do seguro-desemprego, dependendo do tempo de serviço registrado. Ao todo, foram emitidos em novembro 1.042.746 cheques de pagamento somando R$ 238.448.890,39.
A redução, na avaliação do ministério, ocorreu principalmente pela melhora no nível de emprego formal, que fez um grande número de desempregados trocar o benefício novamente por contracheques em seus novos empregos.


