Desemprego e renda se mantêm estáveis na RMC
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sexta-feira, 24 de junho de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A taxa de desemprego e a renda mantiveram-se estáveis na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) no mês de maio. A taxa foi de 8,1%, levemente inferior ao mês de abril quando o índice era 8,2%. O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), estimou que 1.000 pessoas conseguiram emprego no mês de maio e 120 mil permaneceram procurando emprego.
O índice de desemprego da RMC foi o segundo mais baixo de seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ficou acima somente de Porto Alegre (RS) onde a taxa de desemprego foi de 7,7%.
A pesquisa do Ipardes mostra que em maio 2,43 milhões de pessoas estavam em idade para trabalhar na RMC. Desses, 60,7% ou 1,47 milhão de pessoas estavam trabalhando ou procurando emprego. Outros 39,3% ou 954 mil pessoas não estavam procurando emprego, apesar da idade indicada para o trabalho.
Para a técnica responsável pela análise do Emprego do Ipardes, Sachiko Araki Lira, o desempenho da taxa de emprego no mês de maio deste ano foi bem melhor que maio de 2004, quando houve um acréscimo de 7,8% no número de pessoas ocupadas. Em um ano, 107 mil pessoas foram inseridas no mercado de trabalho na RMC.
Os grupos que mais contrataram em maio foi a indústria da transformação, extrativa, produção e distribuição de eletricidade, gás e água. O crescimento do emprego nesses setores foi de 3,5%. Os outros grupos que apresentaram aumento no número de pessoas ocupadas em relação a abril foram os setores de intermediação financeira e atividades imobiliárias, que absorveram 11,5% do contingente ocupado no mês. Os serviços domésticos absorveram 7,4% dos trabalhadores e setores como comércio, reparação de veículos automotivos e de objetos pessoais e domésticos e o comércio varejista, absorveram 21,7% das pessoas ocupadas.
Os grupos que demitiram em maio foram os da construção civil, com redução de 5,5%, administração pública com perda de 1,4% do contigente e outros serviços, que apresentaram redução de 2,8% do pessoal ocupado.
A renda média recebida pelas pessoas ocupadas em maio foi de R$ 941,30, um pouco inferior ao mês de abril quando o rendicmento foi de R$ 945,47. Em relação ao mês de maio do ano passado, o rendimento mateve-se praticamente igual. Naquele mês, os trabalhadores recebiam R$ 938,61.


