O índice de desemprego na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) caiu 0,22 ponto percentual no mês de junho em comparação com o mês anterior. A queda, de 6,74 para 6,52%, representa que o contingente de desempregados encolheu de 79 mil para 76 mil pessoas. Embora seja tímida, esta é a segunda redução consecutiva da taxa, apresentada ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
De acordo com a pesquisa mensal realizada pelo Ipardes em conjunto com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a variação entre junho deste ano e junho do ano passado foi mais positiva ainda, com uma variação de 5,7%. Significa 58 mil pessoas a mais no mercado de trabalho.
Segundo a coordenadora do Núcleo de Métodos Quantitativo do Instituto, Sachiko Araki Lira, a tendência é de manutenção da tendência de redução da taxa de desemprego, porque, historicamente, as contratações costumam aumentar no segundo semestre em virtude das festas de fim de ano. Ela não tinha dados sobre o primeiro trimestre do ano passado, mas a comparação entre abril, maio e junho daquele ano com o mesmo período de 2000, aponta um crescimento do índice de 5,6%. São 57 mil novos empregos.
A pesquisa leva em conta uma População Economicamenta Ativa (PEA), composta por pessoas a partir de 15 anos inseridas no mercado. Em junho a PEA era de 1,084 milhão de pessoas, menor que a de maio, estimada em 1,095 milhão. Desse total, o número de empregados com carteira assinada voltou a cair, de 504 mil para 500 mil (-0,8%).
Da mesma forma, caiu também o número de empregados sem carteira assinada. Em maio eram 252 mil, em junho 249 mil. O restante é formado por pessoas que trabalham por conta e por empregadores. Os empregadores, aliás, estão na categoria que teve o maior aumento real nos rendimentos em junho: 13,7%. Isto elevou os ganhos de R$ 1.761,50 para R$ 2.003,55. Em contrapartida, os empregados sem carteira assinada tiveram uma redução de 5,1%. A média do rendimento deles caiu de R$ 591,92 para R$ 561,72. Todos os setores pesquisados apresentaram redução na taxa de desemprego de junho em relação a maio. A maior variação negativa ocorreu na indústria de transformação (-1,6%), que caiu de 186 mil para 183 mil.

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