Desemprego é cinco vezes maior para pobres
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
Lorenna Rodrigues<br> Folhapress 
Brasília - A taxa de desemprego entre os pobres nas seis principais regiões metropolitanas do país é 5,2 vezes maior do que entre os não pobres, indica estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo foi feito com base na Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE com dados de julho das regiões metropolitanas de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife.
Segundo o Ipea, a taxa de desemprego entre os pobres (indivíduo com renda per capita familiar abaixo de meio salário mínimo mensal) foi de 23,1% em julho, contra taxa de 4,4% entre os não pobres. ''O risco de quem é pobre estar desempregado é muito maior do que da pessoa não sendo pobres'', ressaltou o presidente do Ipea, Márcio Pochmann.
O estudo mostra ainda que, entre julho de 2002 e julho de 2009, a taxa de desemprego entre os pobres passou de 21% para 23,1% (10% maior) enquanto a de não pobres caiu de 6,7% para 4,4% (redução de 34,3%). ''Com isso, a desigualdade que separa o desemprego entre trabalhadores pobres e não pobres aumentou 70%'', afirma o comunicado.
Crise
Com a crise, porém, há um movimento inverso. A partir de outubro do ano passado, há um aumento maior do desemprego entre os trabalhadores não pobres. A taxa de desemprego desses trabalhadores aumentou 7,3%, enquanto entre os pobres o aumento foi de 6%.
Segundo o Ipea, o aumento da taxa de desemprego entre os pobres está relacionado à queda da pobreza do Brasil. Isso porque, entre março de 2002 e julho de 2009, a quantidade de pobres nas regiões metropolitanas caiu de 18,5 milhões para 14,2 milhões de pessoas. Desses que saíram da condição de pobreza, 72,1% faziam parte da População Economicamente Ativa o que resultou em uma maior concentração de pessoas sem empregos entre os pobres.


