Curitiba O desemprego diminuiu e a renda média do trabalhador cresceu na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Estes foram os indicadores principais da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) no mês de março, realizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econônomico e Social (Ipardes) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e cujo resultado foi divulgado ontem.
O índice estimado de desemprego entre a população economicamente ativa da RMC foi de 8,5%, o que representa um conjunto de aproximadamente 126 mil pessoas procurando ocupação entendida como trabalho com ou sem carteira assinada (incluindo autônomos). Outras cinco regiões metropolitanas tiveram indicativos de ocupação pesquisados e estimados em março. Curitiba ficou a frente de três delas (Recife, com 14,1% de desemprego; São Paulo, com 11,5%; e Belo Horizonte, com 10,7%), ficou praticamente empatada com a região do Rio de Janeiro (8,4%) e perdeu para a Grande Porto Alegre (7,9%).
A população economicamente ativa na RMC é composta de pouco menos de 1,5 milhão de pessoas. De março do ano passado até março de 2005, aproximadamente 102 mil pessoas entraram no mercado de trabalho. Em um ano, a população de empregados com carteira assinada subiu 12%, contra 1,8% de crescimento do número de ocupados sem carteira assinada.
O rendimento médio real dos trabalhadores cresceu 4,4% entre março de 2004 e o mesmo mês em 2005, ao passar de R$ 910,92 para R$ 951,20. ''Esse crescimento é resultado da reposição salarial que algumas categorias tiveram'', comentou Sachiko Araki Lira, diretora do Centro Estadual de Estatística.
Os setores onde houve maior crescimento nos índices de ocupação foram construção civil e serviços domésticos, que apresentaram um aumento de respectivamente 22,3% e 28% no número de pessoas empregadas, na comparação entre março de 2005 e o mesmo mês no ano passado.

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