Bra­sí­lia - O Ban­co Cen­tral pre­vê que a ta­xa de de­sem­pre­go de­ve che­gar a um pi­co de 9,8% em ju­lho e en­cer­rar o ano em 7,6%, de acor­do com o di­re­tor de Po­lí­ti­ca Eco­nô­mi­ca do BC, Má­rio Mes­qui­ta.
  O úl­ti­mo da­do di­vul­ga­do pe­lo Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Geo­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca (IB­GE) mos­tra que a ta­xa de de­sem­pre­go nas ­seis prin­ci­pais re­giões me­tro­po­li­ta­nas do Bra­sil fi­cou em 8,8% em ­maio, pra­ti­ca­men­te es­tá­vel em re­la­ção a ­abril (quan­do a ta­xa fi­cou em 8,9%).
  No fi­nal de 2008, a ta­xa es­ta­va em 6,8%, mas su­biu de­vi­do à pio­ra na cri­se in­ter­na­cio­nal de cré­di­to.
  A mé­dia da ta­xa de de­sem­pre­go de­ve fi­car em 8,8% nes­te ano, an­te 7,9% no ano pas­sa­do, se­gun­do o BC.
  Em ­maio, o pre­si­den­te do BC, Hen­ri­que Mei­rel­les, dis­se que o ní­vel de de­sem­pre­go re­tor­na­ria ao pa­ta­mar ob­ser­va­do em 2007. Na­que­la épo­ca, es­se in­di­ca­dor re­gis­trou uma mé­dia de 9,3%.
Salários
  O BC pre­vê tam­bém um au­men­to da mas­sa sa­la­rial de 2,5% nes­te ano, de­pois do avan­ço de 6,9% em 2008. Nos 12 me­ses en­cer­ra­dos em ­maio des­te ano, cres­ceu 3,3%.
  O nú­me­ro não con­si­de­ra a ren­da do fun­cio­na­lis­mo pú­bli­co, apo­sen­ta­dos e Bol­sa Fa­mí­lia. Com is­so, o per­cen­tual so­be pa­ra 3,5%.
  O di­re­tor atri­bui es­se cres­ci­men­to me­nor à mu­dan­ça pro­vo­ca­da pe­la cri­se. ‘‘Os ren­di­men­tos no­mi­nais es­ta­vam cres­cen­do em um rit­mo mui­to for­te no ano pas­sa­do e ago­ra mos­tram uma ­desaceleração’’, afir­mou.
  ‘‘Te­mos uma ta­xa de de­sem­pre­go ­maior que a ob­ser­va­da no ano pas­sa­do, mas mui­to in­fe­rior à mé­dia ob­ser­va­da no ­país.’’
PIB
  O Ban­co Cen­tral re­vi­sou a pro­je­ção de cres­ci­men­to da eco­no­mia em 2009 de 1,2% pa­ra 0,8%. A no­va pre­vi­são faz par­te do Re­la­tó­rio de In­fla­ção do se­gun­do tri­mes­tre, di­vul­ga­do on­tem.
  O nú­me­ro es­tá um pou­co abai­xo da es­ti­ma­ti­va do Mi­nis­té­rio da Fa­zen­da, que em mar­ço re­du­ziu a pre­vi­são de cres­ci­men­to da eco­no­mia de 2% pa­ra 1%.
De acor­do com o BC, a re­du­ção na pre­vi­são de cres­ci­men­to re­fle­te uma ex­pec­ta­ti­va de im­pac­tos maio­res da cri­se eco­nô­mi­ca na in­dús­tria. A ins­ti­tui­ção es­ti­ma uma que­da de 2,2% no PIB do se­tor. A pre­vi­são an­te­rior era de um au­men­to de 0,1%.

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