Desemprego cresce na região de Curitiba
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quinta-feira, 25 de maio de 2000
Vânia Casado De Curitiba 
A taxa de desemprego na região Metropolitana de Curitiba, medida pelo Ipardes Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social teve um aumento de 0,22% no mês de abril, em comparação com o mês anterior. Isso corresponde a perda de 3.000 postos de emprego no trabalho formal e informal, durante o mês. Porém, em relação a abril do ano passado, a taxa de desemprego caiu em 5,6%. A população ocupada passou de 1,014 milhão para 1,071 milhão, o que equivale a um acréscimo de 57.000 postos de trabalho no ano.
Para o Ipardes, que faz a pesquisa em parceria com o IBGE, o aumento do desemprego registrado em abril não é significante. O presidente do órgão Paulo Mello Garcias atribui o aumento da taxa de desemprego no mês passado à movimentação da economia, onde os empregados migram de um setor para outro. O setor da construção civil foi o que liderou o índice de desemprego, com a perda de 8.000 postos de trabalho. Em março, estavam empregadas 90.000 trabalhadores e em abril, permaneram empregados 90.000 trabalhadores.
O Sinduscon Sindicato da Construção Civil acredita que essa pesquisa deve ter atingido mais o setor informal da economia porque, no mês passado, o setor até sentiu um leve reaquecimento nas vendas, embora nada para comemorar, salientou o presidente Eliel Lopes Ferreira Júnior. Além disso, em todo o ano passado, que foi o pior já vivido pel setor no Paraná, foram dispensados 10.000 trabalhadores, sendo 50% na região metropolitana de Curitiba. Esse ano, ao contrário, em janeiro houve um incremento de 1.300 vagas.
O comércio teve queda de 2,3% no emprego de abril, em comparação com o mês de março, e o da indústria da transformação queda de 1,1%, no mesmo período. Por outro lado, o emprego no setor de serviços aumentou 2%, com o acréscimo de 11.000 postos de trabalho. Em março haviam 561.000 pessoas ocupadas no setor de serviços e em abril, eram 572.000 pessoas.
Já o nível de renda teve variação positiva de 1% no mês de abril. Em abril, a renda média foi de R$ 672,62 e no mês anterior, R$ 665,97. A indústria de transformação pagou 1,4% mais e da construção, 2,2%. O comércio pagou 3,3% menos o que indica queda nas vendas, já que a maioria dos empregados são comissionados.


