Desemprego cresce mais para a classe média
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004
Agência Folha 
São Paulo - O desemprego cresceu mais para a população de classe média alta do que para a de baixa renda entre 1992 e 2002. Nesse período, o número de desempregados de classe média alta cresceu 87,4%, passando para 435 mil pessoas. Na mesma base de comparação, o número de desempregados de baixa renda registrou um aumento de 77,78%, passando para 4,8 milhões de pessoas sem ocupação. Vale lembrar que o total de desempregados de baixa renda é muito maior do que número de desocupados de classe média alta.
Os dados fazem parte do estudo divulgado ontem pela Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade (SDTS) da Prefeitura de São Paulo, que utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na pesquisa, foi considerada de classe baixa famílias com rendimentos de até R$ 652; classe média, com até R$ 2.600 e classe alta, famílias que ganham mais que isto.
De acordo com o levantamento, a taxa média de desemprego no País cresceu 40% entre 1992 e 2002, passando de 6,7% para 9,3% da população economicamente ativa (PEA). O crescimento foi maior para a baixa renda, em que a taxa de desemprego evoluiu de 9,4% para 13,8%, um aumento de 46,8%. Para a classe média alta, a taxa subiu de 2,6% para 3,9%, um avanço de 50%.
O estudo mostra, entretanto, que a maior parte dos desempregados pertence à baixa renda. Em 2002, por exemplo, 62% por desempregados pertenciam às famílias de baixa renda.
Diploma de nível superior não é mais garantia de emprego para ninguém. A pesquisa da SDTS mostra que o desemprego cresce mais entre as pessoas de maior nível escolar. Para quem tem 14 anos de estudo - o equivalente ao ensino médio completo ou superior incompleto -, a taxa de desemprego passou de 5,9% para 7,7% de 1992 para 2002, um avanço de 76,9%.
O menor crescimento da taxa de desemprego ocorreu para quem tem cinco anos de estudo, que subiu de 9,5% em 1992 para 10,1% em 2002, um aumento de 6,4%. Para quem estudou mais de 15 anos, o desemprego subiu de 2,7% para 3,65 de 1992 para 2002, uma evolução de 34,5%


