Rio de Janeiro O desemprego atingiu 7,5% da PEA (População Economicamente Ativa, que é o total de pessoas trabalhando somado ao total de pessoas procurando emprego) em setembro, nas seis principais regiões metropolitanas do País, segundo o IBGE.
A taxa com ajuste sazonal ficou em 7,6% e foi a maior registrada em pelo menos um ano. Na média do ano, o IBGE apurou que a taxa de desemprego ficou em 7,3%. No mesmo período de 2001 (janeiro a setembro), a taxa média de desemprego foi de 6,2%. Em setembro do ano passado, a taxa de desemprego ficou 6,2% e em agosto deste ano, 7,3%.
Na comparação com setembro do ano passado, houve crescimento de 28,6% do número de pessoas em busca de trabalho: passou de 1,142 milhão para 1,469 milhão. Também aumentou em 2,2% o número de pessoas trabalhando, o que não foi suficiente, entretanto, para absorver a mão-de-obra desempregada.
De agosto a setembro, o número de pessoas trabalhando diminuiu 0,1%, o que significou cerca de 26 mil pessoas vagas fechadas no período nas regiões consideradas.
Por outro lado, o número de pessoas procurando trabalho aumentou 3,1%, com cerca de 44 mil pessoas a mais procurando emprego.
De acordo com o IBGE, o número de empregados com carteira de trabalho caiu 1,1% no período, como reflexo do maior número de contratações no setor de serviços, que cresceu, no geral, 0,5%. Esse setor tradicionalmente é um dos mais informais da economia.
O número de empregados sem carteira aumentou 0,4% e o de trabalhadores por conta própria, 1%.
Houve queda no número de vagas de emprego dos setores de indústria de transformação (-1,4%), comércio (-1,4%) e construção civil (-1%).
As regiões metropolitanas consideradas são Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Renda - A renda média do trabalhador teve, em agosto, a vigésima queda mensal consecutiva, de acordo com o IBGE. Em relação a agosto do ano passado, a redução na renda de quem trabalha foi de 2,6%. Em agosto deste ano, o rendimento médio correspondeu a R$ 797,05.
Já nos oito primeiros meses do ano, a renda caiu 4% na comparação com o mesmo período do ano passado. Essa redução foi puxada pela queda no rendimento dos empregados com carteira de trabalho assinada (-4,3%) e também dos trabalhadores por conta própria (-4,4%).
Já a renda dos que estão trabalhando sem carteira assinada aumentou 0,4% na média desse período.

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