Curitiba - O desemprego em Curitiba e região metropolitana atingiu 5,49% em outubro, a maior taxa registrada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) desde setembro de 2001, quando foi de 5,95%. A taxa se mantém em elevação desde julho deste ano. No mês passado, o órgão contabilizou 68 mil desempregados de um total de 1,230 milhão de pessoas.
A taxa média de desemprego nacional em outubro foi de 7,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Curitiba ficou com a segunda menor taxa de desemprego no mês, atrás do Rio de Janeiro (5,4%). A metodologia do Ipardes e do IBGE diferem da do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), que estima índice de desocupação de 17% para Curitiba.
De acordo com a coordenadora do núcleo de metódos quantitativos do Ipardes, Sachiko Lira, houve queda de 7 mil no número de pessoas voltadas ao mercado de trabalho em relação a setembro. ''Não podemos afirmar, mas como no começo de outubro houve o primeiro turno das eleições, muitas pessoas foram dispensadas'', relatou.
Os setores que aumentaram as contratações em outubro foram a indústria (2,1%), a construção civil (5,7%) e outras atividades, que engloba agricultura, extrativismo e silvicultura (6,5%). Houve queda no número de vagas do comércio (-2,2%) e de serviços (-2,5%).
O rendimento médio do trabalhador curitibano em setembro foi de R$ 734,33, o equivalente a 3,67 salários mínimos. É a quarta maior remuneração entre as sete capitais pesquisadas pelo IBGE. O maior valor foi pago por São Paulo (R$ 960,00), seguido de Rio de Janeiro (R$ 760,00) e Porto Alegre (R$ 740,00). O valor de Curitiba está estável em relação a agosto, mas sofreu uma queda de 10,3% em relação ao sálario de setembro de 2001.

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