Desemprego cai pelo 3º mês consecutivo
Rio de Janeiro - Acompanhando a melhora da atividade econômica brasileira, o desemprego caiu pelo terceiro mês e acentuou-se a melhora do rendimento do trabalhador em julho. A previsão é de que o número de pessoas sem trabalho continue diminuindo até o fim do ano.
A taxa caiu para 11,2% - o equivalente a 2,4 milhões de pessoas desempregadas -, ante 11,7% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem. Trata-se do menor índice desde dezembro de 2003.
''Quando você vê investidores esperando uma perspectiva melhor e um cenário econômico mais favorável, isso se reverte em números positivos para o mercado de trabalho'', disse Cimar Pereira, responsável pela pesquisa.
Ele acrescentou que o quadro econômico melhor está fazendo com que as empresas comecem já a se preparar para as vendas de final de ano, o que gera e deve continuar gerando mais contratações. ''Como o mercado de trabalho está se antecipando, isso nos leva a acreditar que a taxa de desemprego vai cair até o fim do ano'', afirmou Pereira.
As pessoas que encontraram emprego aumentaram em 179 mil - 0,9% - sobre junho e em 786 mil - 4,3% na comparação com julho de 2003. O número de desempregados caiu em 4,1% sobre junho, o terceiro recuo seguido, e 10,1% ante o ano passado.
O economista lembra, no entanto, que ainda existem 2,4 milhões de pessoas buscando colocação no mercado de trabalho nas seis maiores regiões metropolitanas do País (Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre). Desse total, 42,6% procuram trabalho há seis meses.
Adauto Lima, economista do Banco WestLB do Brasil, tem a mesma expectativa do IBGE. ''Vamos ter uma boa redução do desemprego este ano, não só por sazonalidade mas também por mudança estrutural, pelo crescimento econômico.''
A taxa de desemprego começa agora a voltar aos patamares de final de 2002 e início de 2003, quando beirava os 11%. Em abril deste ano, ela atingiu o maior patamar da série histórica, a 13,1%.
Renda maior - A renda do trabalhador somou-se aos bons números do mercado de trabalho em julho. O rendimento médio real atingiu R$ 901,20 uma alta de 2% ante igual mês do ano passado. Foi a primeira leitura positiva na comparação anual desde o início desse indicador, em março de 2003. Contra junho, o avanço foi de 0,6%.
''O rendimento reflete o efeito da inflação menor e o perfil de contratação, já que o aumento do emprego formal ajuda a elevar o rendimento do trabalhador'', segundo Pereira.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado aumentou 0,4% contra junho e de 2,4% em relação a 2003. Segundo Pereira, jovens universitários foram os que mais dificuldade tiveram em encontrar emprego em julho. Quase metade das pessoas que procuravam emprego tinham entre 15 e 24 anos e 11 anos ou mais de estudo.





