Desemprego cai para 6,5% até dezembro, diz Amadeo
O ministro do Trabalho, Edward Amadeo, prevê uma queda da taxa de desemprego do IBGE de 7,94% (dado de abril) para algo em torno de 6,5% até dezembro. Segundo ele, é difícil projetar uma volta aos níveis de dezembro do ano passado, quando a taxa foi de 4,84%, porque o mercado de trabalho responde com certo atraso à revitalização da economia. Creio que a taxa, ao longo deste ano, vai cair em razão da normalização do quadro macroeconômico, e em 1999 tende a continuar caindo como reflexo do crescimento da atividade, afirmou.
Segundo o ministro, há razões para supor que o mercado de trabalho vai melhorar, e nem mesmo o risco de continuidade e agravamento da crise internacional vai atrapalhar isso. A resposta firme e clara do governo à crise de outubro mudou completamente o grau de sensibilidade da economia brasileira às crises internacionais, disse.
Isso faz com que os investidores externos passem a olhar o Brasil de outra maneira e significa dizer que, mesmo que haja novas ondas de crise internacional, as repercussões sobre a economia brasileira tendem a ser bem menores.
Ele citou como exemplo os recentes abalos nas economias do Japão e Rússia, enquanto que a economia brasileira se manteve intacta, continuando uma política de queda de juros. O grau de suscetibilidade da economia brasileira é hoje muito menor do que no ano passado, afirmou.
Para Amadeo, a tempestade ficou para trás, e os meses de outubro a fevereiro, quando houve uma explosão do desemprego, devem ser encarados como um período atípico, que foi fruto de uma crise internacional sem precedentes nos últimos 20 anos. O Brasil, segundo o ministro, voltará no médio prazo a criar empregos no mesmo ritmo que no período entre 1993 e 1997.
Outra tendência apontada por Amadeo é de uma certa recuperação de postos de trabalho na indústria, mas exclusivamente fora de regiões metropolitanas, onde as pesquisas tradicionais de emprego, como a do IBGE e do convênio Seade-Dieese, não penetram. Para ele, governos estaduais e municipais precisam preparar as cidades do interior para receber esses empregos, com programas de qualificação profissional.
Na Grande São Paulo e em outras regiões metropolitanas, ele diz acreditar na retomada crescimento do emprego no setor de serviços, que foi forte durante o ano passado, e muito tímido nos últimos meses. Essa é a tendência no mundo inteiro e não acredito que no Brail seja diferente.Edward Amadeo
afirma que a
tempestade
ficou para trásAgência Estado





