Desemprego cai na Grande Curitiba
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quinta-feira, 29 de novembro de 2001
Rosana Félix<br> De Curitiba 
A taxa de desemprego em outubro na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) caiu pelo terceiro mês consecutivo, atingindo 5,44%. O número total de desempregados é de 66 mil, seis mil a menos que em setembro. O principal motivo foi a recuperação dos setores industriais e da construção civil, que abriram cerca de seis mil vagas cada. A média nacional de desemprego é de 6,6%.
Os dados, divulgados ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), em conjunto com o IBGE, mostram que houve queda de 0,7% no número de pessoas que procuraram emprego, o que ajuda a explicar o nível de desemprego. O total de pessoas ocupadas em outubro foi de 1,13 milhão, um acréscimo de 3,3%, ou 36 mil novas pessoas, em relação ao mesmo período de 2000.
Na avaliação do diretor-presidente do Ipardes, Paulo Mello Garcias, o mercado de trabalho de Curitiba está conseguindo absorver a mão-de-obra. Segundo ele, a região foi uma das poucas que apresentou queda no índice de desemprego. ''A cidade também se manteve firme com a maior taxa de atividade do Brasil'', observou. A taxa, que mostra a proporção de pessoas com 15 anos ou mais de idade inseridas no mercado de trabalho foi de 63,27%. Em seguida estão Belo Horizonte (59,7%) e Porto Alegre (59,3%). A média nacional é de 56,5%.
Um dos pontos negativos constatado na pesquisa do Ipardes é a queda, pelo quinto mês consecutivo, do número de trabalhadores com carteira assinada, que fechou outubro com 540 mil pessoas (cerca de 50% do total). ''As indústrias automotivas, por exemplo, estão passando por um período mais recessivo, contribuindo para reduzir a população com carteira assinada'', avaliou.


