Desemprego cai na Grande Curitiba
Arquivo FolhaRETRAÇÃO NO CANTEIROConstrução civil foi o único setor com desempenho negativo em julho. Redução de empregos foi de 1,1%Desemprego cai na Grande Curitiba
Recuo para 7,59% em julho permite prever aquecimento no segundo semestre. Indústria de transformação liderou oferta de vagas
Carmem Murara
De Curitiba
Com a previsão de um aquecimento da economia neste segundo semestre, o nível de emprego começa a dar sinais de melhora na Região Metropolitana de Curitiba, com um acréscimo de 0,4% no número de pessoas ocupadas em julho sobre o mês anterior. O crescimento faz com que o nível de desemprego seja de 7,59%. O resultado foi apresentado ontem durante a divulgação da pesquisa mensal de emprego feita em parceria pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Pelo universo de pessoas entrevistadas, cerca de 4 mil domicílios ou 1,7 mil trabalhadores, estima-se que 1.034 pessoas tiveram trabalho em julho. O levantamento mostra a população economicamente ativa com idade igual ou superior a 15 anos representa 63% dos moradores da Região Metropolitana.
O setor que mais empregou no período de junho e julho foi o da indústria da transformação, cujo aumento foi de 2,3%. Houve abertura de postos de trabalho ainda nos segmentos do comércio (0,6%), serviços (0,6%). O setor da construção civil foi o único que teve desempenho negativo no período, com uma redução de 1,1%.
Assim como apontou a pesquisa do Dieese, o Ipardes/IBGE também registrou aumento de 1% no número de carteiras assinadas e sem registro o aumento foi de 0,9%. Já o número de autônomos, que são as pessoas que trabalham por conta própria, manteve-se inalterado. A pesquisa mostra ainda que a taxa de desemprego no período de referência de sete dias é de 7,5%.
O rendimento médio dos trabalhadores teve um acréscimo de 5,4%, o que dá R$ 708. Mas no caso dos empregados com carteira assinada houve uma redução de 3,3% em seus salários. A pesquisa mensal de emprego com a metodologia do IBGE é feita também em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre.





