Rio - A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,2% no trimestre encerrado em janeiro, de acordo com os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) divulgados na manhã desta quarta-feira, 28, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em igual período de 2016, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,6%. No trimestre até dezembro de 2017, o resultado ficou em 11,8%.
O País ainda contava com 12,689 milhões de pessoas em busca de emprego no trimestre encerrado em janeiro. Mas houve melhora em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Há menos 231 mil desempregados em relação a um ano antes, o equivalente a um recuo de 1,8%.
O total de ocupados cresceu 2,1% no período de um ano, o equivalente à criação de 1,848 milhão de postos de trabalho. O contingente de inativos cresceu 0,2%, 141 mil pessoas a mais nessa condição.
O nível da ocupação, que mede o porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 54,2% no trimestre terminado em janeiro.
O Brasil ganhou 157 mil postos de trabalho em um trimestre, ao mesmo tempo em que 51 mil pessoas deixaram o contingente de desempregados. Outros 252 mil indivíduos aderiram à população inativa. "Ainda que seja pelo trabalho informal, você tem uma recuperação do mercado em termos de volume, seja de maior ocupação ou de menor desocupação", disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.
No trimestre encerrado em janeiro, o mercado de trabalho perdeu 7 mil vagas com carteira assinada em relação ao trimestre anterior, encerrado em outubro. "De 2012 para cá, o Brasil nunca esteve tão informal e num patamar tão baixo de carteira assinada. Ainda não começamos a recompor carteira. Esse capítulo não começou ainda, a gente nem sabe quando isso vai acontecer", ponderou Azeredo.
O contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado cresceu em 8 mil pessoas e outros 227 mil indivíduos aderiram ao trabalho por conta própria. O setor público teve queda de 220 mil postos de trabalho em apenas um trimestre. O número de empregados no trabalho doméstico aumentou em 61 mil pessoas.

12 MESES
A construção cortou 281 mil postos de trabalho no período de um ano, segundo a pesquisa. O total de ocupados na atividade encolheu 4,0%. Também houve corte de vagas no setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com menos 350 mil empregados, um recuo de 3,9% no total de ocupados, e no segmento de transporte, armazenagem e correio, menos 11 mil vagas, redução de 0,3% na ocupação.
Na direção oposta, a indústria criou 558 mil vagas no período de um ano, uma alta de 5,0% no total de ocupados no setor . O comércio contratou 186 mil empregados, alta de 1,1% na ocupação no setor.
A atividade de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas - que inclui alguns serviços prestados à indústria - registrou um crescimento de 351 mil vagas em um ano, 3,6% de ocupados a mais.
Também houve aumento no contingente de trabalhadores de alojamento e alimentação (+316 mil empregados), outros serviços (+374 mil pessoas), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+413 mil vagas) e serviços domésticos (+265 mil empregados).

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