Desemprego cai ao menor nível em nove anos
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terça-feira, 19 de abril de 2011
Daniela Amorim <br>Agência Estado 
Rio e São Paulo - A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País atingiu 6,5% em março, a menor para o terceiro mês do ano desde o início da série histórica, em março de 2002. Em fevereiro o índice foi de 6,4%.
O resultado ficou abaixo das previsões de 25 economistas consultados pela Agência Estado, que esperavam uma taxa entre 6,60% e 7%, sendo que a mediana das previsões estava em 6,70%. O rendimento médio real (descontada a inflação) dos trabalhadores registrou variação positiva de 0,5% em março em relação a fevereiro e aumento de 3,8% na comparação com março do ano passado.
O número de pessoas desocupadas no País em março ficou estável em relação a fevereiro: 1,5 milhão. Na comparação com março do ano passado, houve queda de 14%, o que representa 250 mil pessoas a menos procurando trabalho. Já o número de ocupados - 22,3 milhões - permaneceu estável em março em relação a fevereiro, mas subiu 2,4% frente março de 2010, com 513 mil ocupados a mais.
A massa de renda média real habitual dos ocupados no Brasil somou R$ 35,1 bilhões em março, com alta de 0,8% ante fevereiro, e de 6,7% em relação a março de 2010. Já a massa de renda média real efetiva dos ocupados chegou a R$ 34,8 bilhões em fevereiro deste ano, com alta de 0,6% ante janeiro e crescimento de 6,9% na comparação com fevereiro de 2010. O rendimento médio real efetivo sempre se refere ao mês anterior ao mês de referência da PME.
Emprego formal
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado permaneceu estável em março frente a fevereiro, com 10,7 milhões de empregados registrados. Mas na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 7,4%, com a criação de 739 mil postos de trabalho com carteira assinada.
''A qualidade de emprego em 2011 está se firmando. O mercado não só de formaliza como também paga mais. Há mais trabalhadores registrados, com rendimento mais alto'', disse o gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.
O rendimento médio real habitual em março foi de R$ 1.557,00, uma alta de 0,5% frente a fevereiro (R$ 1.548,92) e de 3,8% frente a março de 2010 (R$ 1.499,59). Já a média no primeiro trimestre foi de R$ 1.554,01, alta de 4,3% ante o mesmo trimestre do ano passado. Foi o mais alto rendimento médio real para março da série histórica, assim como a maior média para um primeiro trimestre. (Colaborou Flavio Leonel)


