Desemprego cai 7% na Grande Curitiba
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terça-feira, 24 de dezembro de 1996
Sucursal de Curitiba 
O número de desempregados caiu 7% na Grande Curitiba, segundo aponta Pesquisa de Emprego e Desemprego na região metropolitana da capital, realizada pelo Dieese e Ipardes, com o apoio da Secretaria de Emprego e Relações de Trabalho. A taxa recuou de 12,9% em outubro para 12% em novembro. A estimativa é de que o universo de desempregados na região seja hoje de 123 mil pessoas. Em outubro, haviam 132 mil desempregados. A queda na taxa ocorreu em razão do menor número de pessoas procurando o mercado de trabalho.
O número da População Economicamente Ativa (PEA) caiu de 1,026 milhão para 1,023 milhão de pessoas. Ao mesmo tempo, aumentou o número de pessoas ocupadas, de 894 mil para 900 mil pessoas. A menor pressão no mercado de trabalho aconteceu porque houve aumento no emprego para os chefes de família. Isto significa que os outros membros deixam de procurar trabalho, avalia Cid Cordeiro, técnico do Dieese. Ele lembra ainda que o aumento da renda em 0,8% ajudou na queda na taxa de desemprego.
O nível de ocupação apresentou elevação de 0,7%, com a criação de seis mil novos postos de trabalho. A indústria de transformação, que em outubro empregava 147 mil pessoas, passou em novembro para 150 mil empregados. O comércio em novembro registrou uma queda de duas mil vagas. Este dado nos surpreendeu porque esperávamos um crescimento em razão do natal, diz Cordeiro.
O setor de serviços registrou uma alta de 428 mil para 432 mil pessoas empregadas. Na área de construção civil, o número de contratações permaneceu em 80 mil e em serviços doméstimos houve uma redução de mil vagas. A pesquisa mostra que há 900 mil pessoas empregadas na região metropolitana de Curitiba.
O desemprego caiu, mostra a pesquisa, em todas as faixas etárias, com destaque para o grupo etário de 10 a 17 anos, com queda de 10,7%, e para a faixa de mais de 40 anos, com redução de 6,7%. A pesquisa mostra ainda que o desemprego entre os chefes de domicílio caiu 6,6% e 7% para os demais membros do domicílio.
A distribuição das pessoas ocupadas mostra que 59,5% são assalariadas dos segmentos público e privado, 21,3% eram trabalhadores autônomos, 8,4% eram empregados domésticos e 10,8% eram empregadores, donos de negócios familiares, trabalhadores familiares sem remuneração e profissionais liberais de nível universitário. A pesquisa informa que existem 192 mil trabalhadores autônomos, um número 1,6% maior que em outubro. Este é o terceiro mês consecutivo de ampliação no número de autônomos na Grande Curitiba.
O rendimento médio dos ocupados na região apresentou variação positiva de 0,8% em relação ao mês anterior, estimando-se um valor médio de R$ 690,00. Para os assalariados, a variação positiva foi de 0,4%, o que significou um salário real médio de R$ 644,00. Estes valores corrrespondem ao mês de outubro, período em que a coleta de informações sobre salários foi realizada.
A pesquisa mostrou ainda que a taxa anual de desemprego registrou alta de 3,4% na região, o que equivale a uma redução de três mil vagas.


