Desemprego atinge 6,56% em Curitiba
Carmem Murara
De Curitiba
O desemprego na Região Metropolitana de Curitiba atingiu 6,56% da população economicamente ativa, em outubro. Os dados foram divulgados ontem e fazem parte da pesquisa mensal de emprego feita pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa que mede o nível de ocupação dos trabalhadores apresentou um crescimento de 0,7% sobre o mês de setembro.
A variação mensal registrou a abertura de 7 mil vagas no mercado formal e informal de trabalho. Estavam trabalhando em outubro 1,06 milhão de pessoas nos municípios que formam a Grande Curitiba. Os setores que mais empregaram foram o da indústria de transformação com um aumento de 1,1% e de serviços com um índice positivo de 1,6%. Os demais setores tiveram queda no nível de emprego. A construção civil foi a que mais desempregou, reduzindo em 1,1% o número de vagas, enquanto o comércio caiu em 0,6%.
Quanto à desocupação, que é medida com base na procura de trabalho, a pesquisa apontou que há 75 mil pessoas desocupadas no período de referência de uma semana, o que dá o índice de 6,56% de desemprego aberto. Ao responder a pergunta se havia ou não procurado emprego nos últimos 30 dias, 7,64% disseram que procuraram e não encontraram. Desde o início da pesquisa do Ipardes e IBGE, esta foi a primeira vez que se verificou um aumento na taxa de desocupação.
A taxa de desemprego aberto em Curitiba é a segunda menor entre as demais regiões metropolitanas pesquisadas. A capital paranaense ficou atrás apenas do Rio de Janeiro com índice de 5,5%. O maior índice de desemprego foi em Salvador com 9,9%, seguido de São Paulo com 8,2% e de Porto Alegre com 8%.
O desemprego é maior no setor da construção civil, que teve um índice de 11,49%, enquanto a indústria de transformação tem 7,44% de trabalhadores desempregados. O setor de serviços é o que apresentou a maior taxa de ocupação. O desemprego atingiu 5,15%, enquanto no comércio o índice é de 7,34%.
Quanto ao rendimento médio do trabalhador, houve uma redução média de 1,7% nos salários relativos a setembro, que foram pagos no início de outubro. A construção civil foi a que mais reduziu salários com uma varialção negativa de 5,5%, seguido do comércio com diminuição de 4,2%. Houve aumento de 5,3% nos salários de quem trabalha no comércio e de 0,8% para quem trabalha na indústria de transformação.
O rendimento médio dos trabalhadores foi de R$ 674,17 em setembro, ou seja, 4,96 salários mínimos. Desconsiderando os empregadores, que têm um salário médio de R$ 1.847,64, os empregados com carteira assinada receberam em média R$ 667,61, enquanto os que estão sem registro profissional receberam R$ 498,42.





