Desempregados no mundo chega a 191,8 milhões segundo OIT
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
France Presse 
Genebra - O mundo possui um número recorde de 191,8 milhões de desempregados, e a quantidade de trabalhadores pobres é a mesma de há dez anos, segundo um documento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado terça-feira em Genebra, que também critica o ''modelo atual de globalização''.
Apesar de o crescimento econômico mundial ter sido de 4,3% em 2005, o número de desempregados aumentou em 2,2 milhões, ficando em 191,8 milhões de pessoas. A taxa de desemprego mundial continua sendo de 6,3% da população economicamente ativa, depois de dois anos consecutivos de queda.
A metade dos desempregados no mundo é formada por jovens de 15 a 24 anos, apesar de esta faixa etária representar atualmente um quarto da população em idade economicamente ativa. O número de trabalhadores aumentou 1,5%, para 2,85 bilhões, mas a metade (1,4 bilhão) ganha menos de dois dólares por dia, a mesma situação de dez ano atrás, afirma a OIT.
''O modelo atual de globalização continua tendo um impacto social desigual: alguns constatam um aumento no nível de vida e outros continuam à margem'', assegurou o diretor-geral da OIT, o chileno Juan Somavía. Ele disse também que ''o crescimento econômico não é suficiente para satisfazer as necessidades mundiais.''
O planeta gerou apenas 10 milhões de empregos para cada ponto de crescimento econômico, explicou à imprensa Jeff Johnson, especialista da OIT. ''Um crescimento frágil em 2006 terá um impacto negativo no crescimento do emprego'', advertiu.
Com 1,3 milhão de desempregados a mais, a América Latina e o Caribe foram os que mais registraram aumento neste índice: o desemprego afeta 7,7% da população ativa nesta região. Em seguida, aparecem Europa Central e Oriental. No leste asiático, a taxa se manteve em 3,8%, a menor do mundo. No topo da classificação estão o Oriente Médio e o norte da África, com 13,2% de desemprego, seguidos pela África Subsaariana, com 9,7%.
Em 2005, 52,2% das mulheres adultas tinham emprego, contra 51,7% de dez anos antes, representando quase 40% da força de trabalho no mundo.


