Os londrinenses que estão em busca de uma carteira assinada têm predileção por setores específicos, mas preferem conseguir uma vaga a continuar à espera de oportunidades ideais. O almoxarife Valdecir Martinez de Souza perdeu o emprego no último dia 3 depois de oito anos de empresa e não quer perder tempo para se recolocar no mercado. "Em Londrina está muito fraco de emprego e tenho de pegar o que tiver. Pode ser comércio, indústria e ainda tenho carteira de motorista de caminhão", diz.

Já a estudante de gastronomia Letícia Alves deseja o primeiro emprego, de preferência na área. "Sei que é importante para me desenvolver e pegar experiência, mas, como estou precisando e estamos em um momento complicado, a alternativa é trabalhar no que aparecer", conta.

Desempregada há seis meses, a também estudante Gabriela Alecrim tem curso de atendente, mas somente tem conseguido se manter como freelancer. "Tive vários empregos e não consigo achar nada na área em que fiz treinamento, porque estudo de manhã e tenho de trabalhar a partir da tarde", diz.

Os três dizem que enxergam o trabalho temporário com opção. "O trabalho temporário deve melhorar a oferta de emprego, só que resolver, mesmo, acho que só depois da eleição", afirma Souza. (F.G.)

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