Arquivo FolhaSem verbaSérgio Butka, presidente da Força Sindical, reclama atraso na liberação de recursos do FATA redução da oferta de trabalho nos grandes centros urbanos brasileiros tem provocado a corrida de trabalhadores e desempregados atrás de cursos de capacitação e reciclagem. Centenas de candidatos lotaram as salas da Força Sindical e dos sindicatos filiados, nos últimos dias, para se inscrever nos cursos de formação feitos pela central dos trabalhadores. Foram ofertadas 1,5 mil vagas, preenchidas em menos de uma semana. A Força Sindical calcula que haverá um excedente de cinco mil candidatos sobre as cinco mil vagas que serão ofertadas até o final do ano. No ano passado, a Força Sindical abriu 1,5 mil vagas e teve um excedente de 2 mil trabalhadores.
Os cursos são básicos para a formação de um trabalhador. Eles podem ter aulas de mecânica, eletricidade, matemática, metalurgia, informática e língua estrangeira. O mais procurado é o curso de informática devido à necessidade que os trabalhadores sentem em trabalhar com computadores. No curso da Força restam ainda algumas vagas para turmas que queiram aprender inglês.
Segundo o presidente da Força Sindical, Sérgio Butka, os cursos só estão começando na metade do ano porque houve atraso na liberação dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que tem um orçamento destinado à capacitação de mão-de-obra. A verba deveria ter saído no começo do ano. A Força Sindical recebeu R$ 9 milhões para aplicar em qualificação de trabalhadores ou desempregados em todo o País. Deste total, R$ 1 milhão coube para o Paraná.
Além dos recursos que a central sindical recebe, também o governo do Estado tem verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador para serem usadas em cursos profissionalizantes. O FAT liberou R$ 9 milhões para a Secretaria Estadual de Emprego e Relações do Trabalho. Como no ano passado o governo não usou toda a verba de R$ 16 milhões destinada aos cursos, o governo federal reduziu os recursos neste ano.
Os cursos da Força Sindical serão feitos em Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel. Na capital, as aulas começam na próxima segunda-feira e no interior, o início está marcado para a primeira semana de julho. O curso tem uma duração de 100 horas, que são divididas em dois meses.
Sérgio Butka disse que uma das maiores preocupações dos trabalhadores é garantir a sua vaga de trabalho. ‘‘A intenção é fazer o trabalhador ocupar um espaço no mercado profissional, que não está sendo preenchido’’, afirmou Butka. Muitos trabalhadores, que perdem o emprego, encontram dificuldades de voltar ao trabalho, pois percebem que têm pouca instrução. É nessa hora que eles decidem voltar aos bancos escolares.

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