São Paulo - A paranaense Itamaraty, que figura entre as grandes indústrias brasileiras de café e biscoito, prevê repetir neste ano o desempenho positivo que obteve em 2003 na área de exportações. Com a conquista de mercados e o fortalecimento daqueles em que a companhia já atuava, foi possível elevar em 150% o resultado das vendas externas no ano passado em relação a 2002. ''Desde 1998, quando iniciamos nossas exportações, temos crescido ao ano a taxas de pelo menos dois dígitos'', afirma o gerente de Exportações, Alessandro Semeraro. ''Neste ano devemos no mínimo repetir o crescimento de 150%'', prevê.
De acordo com o executivo, o que pode dificultar parcialmente o cumprimento dessa projeção é a burocracia para obter alguns documentos exigidos por parceiros comerciais mais rigorosos como o Japão, que pede certificados de origem e a demora, que já chegou a 60 dias, para a obtenção de contêineres.
A Itamaraty, segundo Semeraro, tem nos mercados do Mercosul, América Central, Estados Unidos e Canadá seus principais parceiros externos. A empresa também vende produtos para alguns países africanos e asiáticos, a exemplo de Taiwan. Ao todo, a empresa exporta para cerca de 20 países.
Apesar do alto crescimento das exportações em 2003 e da previsão otimista para 2004, apenas 5% do volume produzido pela empresa se destina ao mercado externo. Esse porcentual não deve se elevar muito por conta do crescimento projetado para o mercado interno. A expectativa é de que a empresa, como um todo, eleve em 10% o volume de vendas deste ano.
Presente em todo o País, a companhia trabalha com distribuição direta, atacadistas e distribuidores. A empresa, que emprega 1.100 funcionários, conta com fábricas em Curitiba (PR), Rolândia (PR), Catanduva (SP) e Londrina (PR), cidade em que opera também um centro de distribuição.
Fundada em 1963, a Itamaraty nasceu com foco no mercado de café. Na década de 90, entretanto, passou a explorar o mercado de biscoitos e lançou as variedades wafers e recheados, segmento que hoje responde pela maior fatia de seu faturamento, não revelado pela direção da companhia.

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