Desempenho no mercado interno também cresceu
De janeiro a maio, a Argentina superou o México e foi o segundo maior comprador da indústria automotiva brasileira, atrás apenas dos Estados Unidos. Golfarb disse também que as exportações estão sendo estimuladas pela retomada do crescimento econômico mundial e pela boa aceitação dos veículos comerciais do Brasil (caminhões e máquinas agrícolas).
Outro importante cliente do Brasil, a China, deve ampliar negócios em breve. A General Motors recebeu, na semana passada, uma delegação de 11 empresários chineses do setor automobilístico. Eles vieram conhecer as fábricas da empresa, principalmente do Celta e do novo carro que a montadora vai produzir em Gravataí (RS), a partir de 2006. ''A finalidade da visita foi a de abrir novos negócios, e já estamos discutindo isso'', disse o vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto. A GM brasileira já tem um contrato de US$ 1,45 bilhão para embarques mensais de Corsa, S10 e Blazer. Celta e o novo carro devem ser as próximas aquisições.
O número de licenciamentos de veículos, indicativo das vendas no mercado interno, somou 130,7 mil unidades em junho, com alta de 6,2% em relação a maio. Comparado a junho de 2003, o aumento foi de 30,3%. No primeiro semestre foram licenciados 723 mil veículos, 11,4% a mais que em 2003.
A produção de veículos em junho somou 187 mil unidades, número 4,3% maior do que em maio e 27,7% superior a junho de 2003. De janeiro a junho, a produção chegou a 1,04 milhão de unidades, 14,8% a mais do que em 2003. As montadoras criaram, só em junho, 1,1 mil novos postos, empregando agora 95,1 mil funcionários.
No ranking de vendas do semestre, a GM fechou na liderança do mercado, pela primeira vez, com 170.018 veículos. A Volkswagen ficou em segundo, mesmo incluindo na conta caminhões e ônibus, cujas vendas totalizaram 163,5 mil unidades. A Fiat ficou em terceiro, com 156.911 unidades. (AE)





