São Paulo - O porcentual médio de desemprego projetado para este ano é de 11,95%, ante os 10,88% observados no levantamento de abril. Albuquerque diz que as estimativas refletem as modestas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (1,5% para este ano). Ele ressalta, no entanto, que a pesquisa realizada pelo IBGE em julho registra uma taxa (12,8%) superior à da estimativa dos economistas para dezembro, ou seja, há uma expectativa de gradual redução no desemprego.
Já em relação às exportações, a expectativa de superávit na balança comercial (exportações menos importações) é de US$ 17,56 bilhões. Albuquerque diz que o superávit ''deverá se constituir em excelente ajuda para manutenção das reservas internacionais'', embora reflita a queda na atividade econômica interna, a ausência de importações de equipamentos para novos projetos e para modernização, bem como de matérias-primas destinadas ao consumo do mercado doméstico.
Segundo ele, as estimativas mostram expectativa de crescimento de 11% nas exportações e evolução de 5% nas importações. O superávit estimado é superior ao da pesquisa de abril, quando se esperava um saldo positivo na balança comercial de US$ 16,30 bilhões para este ano.
No entanto, empresas majoritariamente exportadoras estão prevendo uma demanda externa mais fraca no terceiro trimestre, comparado aos três meses anteriores, de acordo com sondagem da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com 84 empresas. Em média, 75,5% de seu faturamento vêm de exportações. As vendas externas deste grupo somam R$ 21,4 bilhões ao ano.
Deste grupo, 28% avaliam que a procura por seus produtos no exterior será mais fraca de julho a setembro, e 21% apontam que serão melhores. Para o trimestre anterior, o quadro era inverso: apenas 7% das entrevistadas acreditavam em demanda mais fraca e 45% em procura mais forte.

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