Desempenho da agroindústria foi superior ao quadro geral
Curitiba O desempenho da agroindústria brasileira foi bem superior ao da indústria geral. Enquanto esta cresceu apenas 0,1% no primeiro semestre de 2003, o setor ligado ao agronegócio aumentou em 1,5% a produção, segundo dados do IBGE. Mesmo assim, o crescimento da agroindústria ficou bem abaixo do índice do primeiro semestre de 2002: 8,9%.
Segundo o IBGE, o aumento da produtividade no campo, a capitalização dos agricultores e o câmbio favorável foram fundamentais para o bom desempenho da agroindústria. A abertura de novos mercados para os produtos brasileiros também contribuiu. ''O que está mantendo a indústria são as atividades ligadas ao agronegócio e à exportação'', disse a economista do IBGE, Isabella Nunes Pereira.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior indicam grande aumento nas vendas externas de produtos agroindustriais em relação ao mesmo período de 2002. Os destaques ficaram com óleo de soja (aumento de 108,1%), carne bovina industrializada (73,2%), carne suína congelada (69,1%) e carne de frango industrializada (56,9%).
Os produtos derivados da agricultura tiveram queda de 1,8%, prejudicados pelas retrações na produção de laranja (-9,5%), algodão (-5%), trigo (-4,8%), arroz (-2,8%) e fumo (-0,7%). Houve aumento na produção de derivados da cana-de-açúcar (4,8%), da soja (0,1%), do cacau (11,7%) e do milho (0,3%). O setor de produtos industriais utilizados pela agricultura teve expansão de 13,7%, refletindo o crescimento nos segmentos de máquinas e equipamentos agrícolas (23%) e de adubos e fertilizantes (4,9%).
Os produtos industriais derivados da pecuária registraram crescimento de 3,0%, beneficiado pela expansão na produção de derivados de bovinos (17,0%), couros e peles e produtos similares (23,6%) e o de leite (4,0%). Já os derivados de suínos tiveram uma redução de 10,2%; os de aves, -2,6%; e os de miúdos, -3,2%. Os produtos industrializados utilizados pela pecuária apresentaram redução de 4,8% no semestre, queda influenciada pelo comportamento desfavorável no subsetor de soros e vacinas (-25,4%).





