O governo deve descrendenciar empresas certificadoras que não tenham condições de fiscalizar se as fazendas de gado estão cumprindo as regras definidas pelo Ministério da Agricultura para a rastreabilidade do rebanho bovino - uma das exigências feitas pela União Européia para reabrir as importações de carne do Brasil. A decisão de cortar empresas será tomada depois que técnicos dos serviços federal e estaduais de inspeção fizerem auditorias, a partir do mês que vem, nas 47 certificadoras credenciadas pelo ministério. Para a força-tarefa, entre 80 e 100 técnicos passarão, em Brasília, por cursos de reciclagem. O trabalho é uma resposta do governo brasileiro às críticas da missão de veterinários europeus que encerrou ontem uma vista de 18 dias a 27 fazendas de cinco Estados para inspecionar as condições de produção da carne bovina a ser exportada para a União Européia (UE). As importações estão suspensas desde 1º de fevereiro por causa das deficiências verificadas no rastreamento do gado.

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