Descontos diminuíram em 2015
O executivo responsável da Nielsen Bookscan para o Brasil, Ismael Borges, afirma que os menores descontos em promoções neste ano são explicados pela dificuldade dos lojistas e editores de reajustar preços diante da crise. O índice médio em relação ao preço cheio foi de 22,9% no ano passado e de 18,7% neste ano. "Dar um desconto maior foi uma estratégia que usaram no passado para ganhar espaço, mas neste ano olharam para o caixa da empresa e se reposicionaram", diz.
Para parte dos leitores londrinenses, o menor número de promoções diminui a compra por impulso. "No ano passado, os descontos estavam melhores e com mais títulos", considera o médico veterinário Juliano Coelho. Ao lado da mulher, a assistente social Kathiuscia Coelho, ele conta que a maior parte de livros adquiridos no ano foram didáticos, para o doutorado dela. "Vou atrás de um livro específico quando preciso e compra literatura em geral quando encontro promoções", completa Kathiuscia.
A professora Simone Prins afirma que adquiriu livros novos uma única vez no ano e que prefere pesquisar na internet, devido aos preços menores. "Comprei uma coleção com cinco livros em promoção, porque o preço está complicado. Tudo está mais caro neste ano em relação a 2014", conta.
Opinião diferente do estudante Pedro Henrique Santilli. "Comprei menos por falta de tempo para ler, mas continuo lendo quando posso, porque não senti muita diferença no preço", cita. (F.G.)





