Desconhecimento impede manejo adequado
A falta de informação sobre manejo adequado de ovinos e caprinos ainda é o principal problema da atividade. No Estado, a taxa de mortalidade de filhotes é de cerca de 10%, índice considerado bastante alto para as criações. No entanto, esse quadro pode ser revertido com procedimentos simples de manejo como controles parasitários, manejo de cascos e filhotes, cuidados nutricionais e vacinação correta. O assunto foi discutido ontem durante o 2º Ovinos e Caprinos Tecnoshow.
Segundo a veterinária Elza Ciffoni, que ministrou palestra sobre sanidade, as criações de ovinos e caprinos no Paraná estão se profissionalizando, mas ainda há desconhecimentos como instalações adequadas e falta de manejo nos animais. ''Muitos filhotes morrem de inanição porque as fêmeas não dão leite. O índice de mastite entre as fêmeas é alto'', observou. Depois do nascimento, os filhotes devem ser alimentados somente com leite nos dez primeiros dias; após esse prazo rações e forragens podem ser introduzidas na alimentação, mas o filhote deve ter acesso ao leite até o desmame, que ocorre entre 60 e 90 dias.
''Por isso é importante que os criadores montenham um banco de colostro (para atender aos filhotes). Além disso, é importante que se faça uma boa seleção de matrizes porque há raças mais leiteiras que outras'', afirmou Elza. (F.M.)





