SÃO PAULO - Patrimônios que chegam a R$ 1,9 bilhão representam 15 companhias com nomes desconhecidos pela maioria das pessoas, mas que em suas composições acionárias apresentam empresários como Olavo Setúbal (Grupo Itaú), Walther Moreira Salles (Grupo Unibanco), Pedro Conde (Grupo BCN), Carlos Jereissatti (Grupo La Fonte), Benjamin Steinbruch (Grupo Vicunha/CSN/Vale do Rio Doce) e Pery Igel (Grupo Ultra).
A maior destas holdings de participações em outras companhias é a Potenza Participações, com um patrimônio líquido de R$ 557,1 milhões, liderada pelo banqueiro Pedro Conde. A seguir aparece a E. Johnston Representação e Participações, com um patrimônio líquido de R$ 410 milhões, do ex-embaixador Walther Moreira Salles. A Taquari Participações dos Steinbruch tem um patrimônio de R$ 192,1 milhões e chegou a ter um prejuízo no exercício passado de R$ 10,2 milhões.
Essas companhias são criadas pelos empresários para abrirem perspectivas de investimentos em outras companhias, ou mesmo para a compra do controle integral de empresas. As notas explicativas de seus balanços sempre ressaltam esta finalidade.
Outra holding interessante é dos Villela, a Rudric Ith,
com lucro no ano passado de R$ 2,3 milhões. Os Villela são também controladores do Banco Itaú. A holding de Olavo Setubal, outro importante acionista controlador do Itaú, é a O.E. Setubal S.A., que teve um lucro de R$ 3,4 milhões no ano passado, com um patrimônio líquido de R$ 24,2 milhões. O patrimônio líquido da Rudric Ith S.A. chegou no último exercício a R$ 10,9 milhões.
O Grupo Levy tem a Maitai Participações, que em 96 teve um prejuízo da ordem de R$ 7,3 milhões, sendo que o seu patrimônio líquido chegou a R$ 159,9 milhões no mesmo período. Outra holding dos Levy é a Poli Participações, que acabou tendo em 96 um prejuízo de R$ 4,08 milhões e que tem um patrimônio líquido R$ 162,9 milhões. Mas, os Levy também possuem a Herbert Levy Participações, com um patrimônio líquido de R$ 952,6 mil, para um prejuízo no mesmo exercício de 1996, de R$ 362 mil.
Outra holding de negócios importante é a E.Johnston Representação e Participações, liderada por Walther Moreira Salles, com um patrimônio líquido R$ 410 milhões e com um lucro no ano passado de R$ 51,2 milhões. Diz um trecho das notas explicativas do balanço que a E.Johnston foi constituida em 20 de junho de 94, ‘‘com o objetivo de representação mercantil e participação no capital de outras sociedades, como sócia, acionista ou cotista’’.
A Avaré Participações, liderada pelo empresário Pery
Igel, o mesmo do Grupo Ultra, teve um lucro no ano passado de R$ 3,5 milhões. O patrimônio líquido da Avaré é de R$ 100,2 milhões. Há outra holding dos Igel, também liderada por Pery Igel, com um lucro no ano passado de R$ 3,9 milhões, para um patrimônio líquido de R$ 112,8 milhões.
A holding dos Haberfeld, que participam da Klabin, a SH Participações, liderada por Sérgio Haberfeld, teve um lucro líquido em 1996 de R$ 5,7 milhões, com aplicações no período que chegaram a R$ 10,2 milhões.
A Armando Conde Investimentos, que também tem por
objetivo principal a participação no capital de outras sociedades, liderada pelo irmão de Pedro Conde, do BCN, Armando Conde, tevem no exercício passado um prejuízo de R$ 498 mil, para um patrimônio líquido de R$ 13,4 milhões.
Os Comolatti também possuem uma empresa de participações, a Leste Participações, que em 96 teve um lucro de R$ 5,3 milhões, com um patrimônio no mesmo exercício de R$ 52,5 milhões.
A holding dos Jereissati, a Jereissati Sul Participações, teve um lucro no ano passado de R$ 8,7 milhões,com um patrimônio líquido de R$ 27,08 milhões. Ela controla a JPSul Participações e Representações Comericiais, com 90,36% do seu capital, com investimentos no ano passado de R$ 18,3 milhões.

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