Desconfiado, mercado faz dólar subir 1,23%
O aumento da desconfiança dos investidores sobre um desfecho favorável à Argentina no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) provocou ontem forte queda dos títulos da dívida brasileira e argentina e nova disparada do risco dos dois países, que foi seguida pelo dólar no mercado doméstico. A moeda norte-americana encerrou em alta de 1,23%, vendida a R$ 2,55. Essa cotação é a mais alta desde 16 de julho e está precificando as incertezas sobre o resultado dessas negociações, afirmaram operadores das mesas de câmbio.
Com a sensação de que o fim da novela argentina à espera da concessão de um crédito adicional do FMI está próximo e provavelmente não haverá happy end, o mercado de juros no Brasil elevou suas projeções de taxa na BM&F em relação a anteontem. O contrato de DI futuro para 1º de janeiro, na liderança em termos de liquidez, teve sua projeção de juros elevada para 23,42% ao ano, ante 22,95% de anteontem. O contrato de DI futuro para 1º de outubro encerrou o dia com projeção de juros de 20,88%, acima dos 20,41% do fechamento anterior. A projeção de juros do DI setembro subiu para 19,83%, dos 19,61% de anteontem.
A Bovespa fechou em baixa de 1,70% nesta terça-feira repleta de informações misteriosas e fragmentadas sobre a Argentina. O volume financeiro somou R$ 639,7 milhões, mas deste total R$ 150,3 milhões vieram do leilão de oferta pública da AES Tietê. O Ibovespa futuro para outubro recuou 2,53%, para 13.080 pontos.
O que causou espanto foi a notícia do retorno de Daniel Marx para Buenos Aires, levando parte dos os investidores a desconfiar que fracassaram as negociações com o FMI. No final da tarde, novas informações davam conta que Marx decidiu permanecer na capital dos Estados Unidos. (Leia mais na página 3)





