Montreal - A filial brasileira do grupo petroleiro canadense EnCana fez uma ''descoberta promissora de petróleo'' a 75 km do litoral brasileiro, anunciou ontem a empresa em um comunicado emitido ontem. A EnCanaBrasil testou recentemente, durante três dias, um poço na bacia de Campos, nordeste do Rio de Janeiro, mas com um equipamento que limitava o fluxo potencial. Este poço pode produzir, de qualquer maneira, 1.800 barris de cru por dia.
Esta constitui a terceira perfuração da EnCana desde abril de 2004 no bloco de prospecção BM-C-7, onde a profundidade da água é de 100 m, mas em breve será iniciada uma quarta para delimitar esta jazida já batizada de Chinook.
''Acreditamos que esta bacia contém recursos importantes, mas será preciso fazer perfurações adicionais para determinar de forma definitiva seu potencial'', explicou o diretor de projetos de exploração da EnCana, John Brannan. ''Apesar de se tratar de petróleo pesado, em função dos resultados dos testos e da capacidade excepcional do depósito, a EnCana calcula que cada um destes poços pode produzir cerca de 5.000 barris diários'', acrescentou.
A bacia de Campos, situada na plataforma continental brasileira e que cobre 100 mil km2, contém as reservas petroleiras mais importantes do Brasil.
A companhia espera declarar a comercialidade do campo à Agência Nacional do Petróleo (ANP) até o final do ano. O Mesmo prazo foi dado pela anglo-holandesa Shell no início da semana. A empresa foi a primeira estrangeira a descobrir reservas comerciais no País, no bloco BC-10, na Bacia de Campos, há três anos, e pretende concluir ainda em 2005 a avaliação do potencial da área, que tem reservas estimadas em 500 milhões de barris.
A Shell já produz petróleo no Brasil, mas em um campo descoberto pela Petrobrás ainda nos tempos de monopólio estatal, chamado Bijupirá-Salema, também na Bacia de Campos.
Em 2004, a americana El Paso anunciou descoberta de gás na Bacia de Santos, em um campo batizado Lagosta. A companhia também trabalha em uma descoberta ainda não confirmada comercialmente na Bahia.
Este ano foi a vez da Devon, também dos Estados Unidos, confirmar reservas comerciais em Campos, no campo de Polvo, onde pretende investir US$ 300 milhões para iniciar a produção no final de 2007.

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