Descartado corte da taxa Selic no mês de março
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quinta-feira, 04 de março de 2004
Agência Estado 
São Paulo - A reafirmação do discurso conservador do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, em reuniões com economistas de instituições financeiras, abortou toda tentativa do mercado de embarcar em apostas em corte do juro básico em março. Assim, os contratos futuros voltaram a projetar alta. O Ibovespa fechou em baixa de 0,70% e o dólar comercial subiu 0,07%, para R$ 2,89, após 7 recuos consecutivos.
O risco País subiu 2,04%, para 549 pontos, enquanto o C-Bond desvalorizou-se 0,58%, vendido a 96,6% do valor de face. Meirelles deu a entender que os números negativos sobre a atividade econômica não devem comprometer a expectativa de crescimento de 3,5% para o ano. ''Para mim, é impossível o juro cair este mês'', disse um profissional.
E há a crise política. O mercado teme que o governo não tenha forças para desmobilizar a CPI dos Bingos, cujo requerimento deverá ir amanhã a plenário no Senado. Na BM&F, os contratos futuros projetaram as seguintes taxas: o de janeiro, 15,63% ao ano, contra 15,58% na véspera; o de julho, 15,95% (15,94%), e o de outubro, 15,78% (15,75%).


