Curitiba - O acidente que provocou o descarrilamento de três locomotivas e 36 vagões carregados com soja, farelo e milho, ocorrido na manhã de domingo, não prejudicou o escoamento de cargas rumo ao Porto de Paranaguá. A América Latina Logística (ALL), empresa que controla a malha ferroviária no Estado, informou que o trecho que chegou a ser interditado por quase 24 horas foi restabelecido no início da manhã de ontem.
O acidente ocorreu às 6 horas da manhã de domingo entre as estações de Roberto Costa e Porto de Cima, em Morretes. Das 1,8 mil toneladas de grãos que estavam sendo transportados, cerca de 360 toneladas caíram à margem do rio Caninana, e parte desse volume foi para as águas. O trecho foi interditado, mas ontem, já operava normalmente informou a assessoria de imprensa da ALL.
A carga perdida tem seguro, portanto não houve prejuízos para os proprietários e sim à ferrovia por causa dos danos nos vagões tombados, informou a assessoria da ALL. Em relação ao escoamento da safra, domingo normalmente é um dia de pouco fluxo e ontem a operação havia sido restabelecida, quando normalmente são enviados entre 10 a 12 trens diariamente a Paranaguá. Mais de 150 pessoas trabalharam em período recorde para remover a carga que estava seca e liberar a pista. O lote que caiu no rio estava sendo recolhido para evitar danos ambientais.
A ferrovia abriu sindicância para apurar as causas do acidente, já que nos últimos meses vem investindo na segurança e tecnologia de controle dos trens. Com o aumento na movimentação de cargas, o risco de acidente também aumenta, admite a empresa. Das 23 milhões de toneladas de cargas movimentadas no ano passado, cerca de 7 milhões de toneladas foram transportadas para o porto.

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