Ilhada por pedágios caros e por políticas públicas que privilegiaram o setor de serviços em detrimento do fabril, Londrina sofre com a dificuldade em atrair indústrias. No entanto, a expectativa é que as obras rodoviárias e ferroviárias barateiem o tráfego de cargas, principalmente em direção ao Porto de Paranaguá.
"A indústria se instala perto do porto para ter menor custo logístico, mas, se tivermos trilhos que diminuam em 20% o gasto com frete a partir de Londrina, por que não se levaria a empresa para uma cidade com boa infraestrutura e mão de obra capacitada?", diz o executivo do Conselho em Logística de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr.
Ele lembra que a região oferece insumos, principalmente para o agronegócio, e também qualidade de vida para executivos de grandes empresas. Contudo, diz que é preciso resolver o problema do Aeroporto Governador José Richa, "um dos que mais fecha por problemas climáticos". "É preciso ter no mínimo o ILS Categoria 1 ou o 2, mas antes é necessário terminar o processo de desapropriação no entorno, para ter espaço para ampliar a pista e instalar o equipamento", diz, sobre uma demanda antiga da cidade para facilitar decolagens com baixa visibilidade.
Boa parte das desapropriações para ampliação do aeroporto foram feitas, mas alguns proprietários de terrenos contestam o valor das indenizações na Justiça. (F.G.)

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