O presidente da Sercomtel, João Rezende, disse ontem que caso a Copel decida vender os 45% das ações ordinárias da empresa de telefonia londrinense, a Prefeitura de Londrina, que detém os outros 55% da telefônica, não seria prejudicada. As ações foram negociadas em maio de 1998, por R$ 186 milhões.
''A decisão da Copel é unilateral, uma decisão que depende apenas da Copel, não tem nenhuma interferência ou definição da Sercomtel em tentar adiar ou modificar esta decisão. A Copel tem todo o direito, já que as ações são dela. E também não foge muito daquilo que a própria Sercomtel vem fazendo, saindo das empresas minoritárias. Estamos vendendo a Ask!, já saímos do Onda e agora estamos encaminhando a saída das empresas de TV a cabo'', disse Rezende.
Segundo Rezende, que é economista, o grande desafio da Copel seria arranjar um comprador para ações da Sercomtel. ''São ações que a Copel pode vender no mercado. Por ser um investimento alto, acreditamos que apenas grandes grupos do setor de telecomunicações vão se interessar. Por outro lado, também é uma dificuldade porque nenhum investidor privado vai arriscar recursos e ser sócio de uma empresa pública.''

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