Durante o 1º EncontrosFolha, realizado em junho pelo Grupo Folha, o prefeito Alexandre Kireeff prometeu fazer mudanças na legislação visando facilitar a vida de quem quer empreender em Londrina. Parte das propostas apresentadas por ele naquela ocasião já está implementada. Outra parte depende de aprovação na Câmara. Em entrevista concedida à FOLHA, em seu gabinete, na última segunda-feira, Kireeff afirmou que, em 2015, vai agilizar a emissão de alvarás na Prefeitura, processo que ele admite ainda ser muito demorado.
O prefeito também reafirmou que, até o fim do seu mandato, mais precisamente no dia do aniversário de Londrina, em 10 dezembro de 2016, vai entregar o Polo Industrial da Zona Noroeste. Para isso, a Prefeitura está finalizando a aquisição de uma área que pertence à Companhia de Habitação (Cohab), no prolongamento da Avenida Saul Elkind, próximo de Cambé.
Confira os principais trechos da entrevista concedida por Kireeff.

- O senhor foi um dos painelistas do EncontrosFolha, realizado no dia 6 de junho, que discutiu os rumos da economia do Norte do Paraná. Na ocasião, disse que iria mudar o marco regulatório para agilizar a implantação de empreendimentos na cidade. O que foi feito desde então?

Primeiro, fizemos um decreto com algumas definições para o EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança). Depois, encaminhamos um projeto de fluxograma de EIV, que está tramitando na Câmara dos Vereadores. Nós aprovamos duas leis que já estão em vigor tratando da implantação de empreendimentos. Uma delas garantiu zoneamento industrial aos parcelamentos às margens de rodovias. Também aprovamos a lei que modificou as exigências legais para indústrias no município, padronizando as exigências às de outras cidades e balizando essas exigências aos padrões sugeridos pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).
Também retiramos o limitador métrico na classificação de tipo de indústria. Porque qualquer indústria, independentemente da natureza da sua atividade, era classificada como do tipo 3 (mais pesada) se superasse 2,5 mil metros quadrados de área. Era um impedimento para a entrada de indústrias na cidade. Também encaminhamos para a Câmara e estamos aguardando a aprovação da outorga onerosa, que está vinculada ao Plano Diretor.
Ainda institucionalizamos o plano de desenvolvimento industrial. Na sequência, decretamos de utilidade pública, para a instalação do Polo Industrial da Zona Noroeste, uma área de 47 alqueires. Assinamos a aquisição desta área que pertence à Cohab. Já estamos finalizando as negociações com a companhia por meio desta desapropriação. Aprovamos na Câmara a autorização para contratação de financiamento de 20 milhões de reais para a infraestrutura do polo.
E também decretamos de utilidade pública uma área de 130 alqueires na zona sul, para o segundo polo industrial.

- Por que ainda não foi aprovada a lei do EIV?

Porque o projeto ainda está sendo discutido no CMC (Conselho Municipal da Cidade). Tanto o CMC como o Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) estão extremamente envolvidos com a aprovação do Plano Diretor, que será votado ainda neste ano. Mas, internamente (com o decreto), já houve repercussão no sentido de diminuir o prazo do EIV. Nosso próximo desafio é encarar os alvarás de funcionamento, que ainda demoram bastante.

- Por que demoram?

O meu diagnóstico é que é por falta de gente. Falta de fiscais. Essa é a minha percepção. Precisamos fazer um diagnóstico mais preciso. Mas, em 2015, vamos resolver o problema dos alvarás.

- O País vive um momento econômico desfavorável. O senhor acha que, apesar disso, o novo marco regulatório surtirá efeito?

Sim. Temos uma fila de indústrias querendo se instalar em Londrina. Uma das ações que faremos, no início do ano que vem, é a semana de Londrina na Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná). Vamos apresentar as nossas oportunidades. A gente acredita que isso possa gerar bons resultados. Temos certeza que conseguiremos atrair muitas indústrias para o Polo Industrial da Zona Noroeste, que vamos entregar dia 10 de dezembro de 2016. Esse polo é voltado para indústrias tipo 1 e 2, indústrias secas e de médio porte, até pelo fato de estar próximo aos núcleos habitacionais. As indústrias pesadas ficarão no Polo da Zona Sul.

mockup