Desaceleração divide opiniões
O crescimento da indústria foi revisto ''n'' vezes neste ano. Começou com projeções de expansão de até 6%. Depois da crise argentina e do racionamento de energia, caiu para 3%. Com os atentados aos EUA, a previsão caiu para taxas entre 1,7% e 2%.
Esse aumento da produção industrial tem duas leituras para economistas e empresários. Os otimistas acham que o fato de a produção crescer, mesmo menos, já é bom. Os pessimistas vêem o crescimento menor como um grande tombo para o País.
''A desaceleração da economia não está tão ruim quanto a vivida em 98'', diz Andrei Spacov, economista do Unibanco. A instituição acaba de rever suas projeções de crescimento industrial para este ano. Prevê agora aumento de 1,7%. Falava, antes, em 5%. Os setores que vão puxar esse desaquecimento, diz Spacov, são aqueles mais dependentes de crédito, como as indústrias eletroeletrônicas e de automóveis. ''As vendas de alguns desses produtos só não serão menores do que as de 2000 porque o primeiro semestre foi bom.''
Antonio Luis Licha, economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro, reviu para 1,4% o crescimento da produção de 2001 (no início do ano, ele previa 6%). Pelos seus cálculos, as vendas de bens duráveis (eletroeletrônicos) devem cair cerca de 9% neste semestre, mas, no ano, fecham com crescimento de 4%. A linha de não-duráveis, diz, deve cair 4% neste semestre, mas fecha o ano com crescimento de 1%.





