A determatologista Rosa Calland dá algumas dicas que o consumidor deve levar em conta na hora de comprar comésticos ou protetor solar. Segundo ela, a pessoa deve usar o cosmético de acordo com a idade e o tipo de pele - se muito oleosa, normal ou seca. ''Não faz muito sentido os cosméticos serem fabricados de acordo com a cor da pele'', afirma.
Com o protetor solar é diferente: a cor da pele deve ser levada em conta. A dermatologista explica que, quanto mais clara a pele, maior deve ser o fator de proteção. Isto não significa que as pessoas de pele mais escura estão liberadas do uso do protetor. Os fatores mais indicados para as peles de mulatos ou negros variam entre o 15 e 30.
Rosa orienta que o protetor solar deve ser aplicado a cada três ou quatro horas, em média. Ela desconfia dos produtos que garantem proteção por 12 ou 24 horas ''porque não há estudos científicos que comprovem uma eficiência tão prolongada''.
E, mesmo usando o protetor, a dermatologista sugere que as pessoas não abusem da exposição ao sol. ''Para uma proteção mais eficiente, haveria a necessidade de uma camada muito espessa de protetor e ninguém vai sair mascarado pelas ruas''.
Outra sugestão é que o protetor solar seja usado até mesmo com tempo nublado, o que não reduz completamente a incidência dos raios ultravioletas. Rosa afirma que por causa destes descuidos está havendo uma incidência maior de câncer de pele.
Ela esclarece que há grande diferença entre cosméticos e medicamentos. ''Embora tenha havido um grande progresso nesta área, os cosméticos não são controlados, o que significa que o fabricante pode falar muita coisa sem necessidade de provar o que fala. Por isso, a pessoa deve procurar orientação porque muita coisa não é verdade. Já com os medicamentos, o controle é rigoroso e a eficiência dele precisa realmente ser provada''.(E.A.)

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