A previsão de área plantada com o feijão poderá não se confirmar, em função do excesso de chuvas nos últimos dois meses. Em muitas regiões, tradicionais no plantio do grão, a área recomendada pela pesquisa já se esgotou e não há mais tempo para fazer o replantio das culturas perdidas. Com isso, a expectativa de plantar 506.000 hectares, que representava um aumento de 10% sobre a área plantada na safra passada, poderá estar comprometida, afirmou a técnica do Departamento de Economia Rural, órgão da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Margoreth Demarchi.
Nas regiões Centro-Sul, Ponta Grossa e Curitiba, o prazo indicado pela pesquisa se esgota no próximo dia 20. Quem não conseguir plantar o feijão, vai plantar algodão, milho ou até soja, culturas que ainda têm todo o mês de outubro, dependendo da região, e novembro, no caso específico da soja, disse o diretor do Deral, Norberto Ortigara.
A indefinição da safra está provocando uma oscilação nos preços do feijão. No final do mês passado, as cotações voltaram a subir revelando um forte aquecimento e as cootações do feijão carioca atingiram R$ 96,00 a saca de 60 quilos. Ontem, as cotações já haviam recuado para R$ 78,00 a R$ 80,00 a saca na zona cerealista da capital paulista. Margoreth disse que a tendência é que os preços recuem um pouco mais nos próximos dias. ‘‘ Porém, até a entrada da safra paranaense, no final de outubro, eles ficarão em patamares elevados’’, disse a técnica.

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