Deputados não concordam em tributar inativo
O governo vai enfrentar mais resistências que as previstas inicialmente para aprovar a proposta de emenda constitucional (PEC) que estende aos servidores inativos a cobrança de contribuição previdenciária. Ontem, o presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), deixou claro que não gosta da idéia, que não vai apoiar a sua tramitação e que não faz parte de suas prioridades. Entre os cardeais da base governista tampouco há boa-vontade de apoiar o projeto, que foi incluído no acordo do governo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) como um dos meios de elevar a arrecadação federal em R$ 1,4 bilhão.
O líder do PMDB, deputado Geddel Vieira Lima (BA), afirmou que não vê clima para a discussão. É uma perda de tempo, um desgaste desnecessário e uma teimosia inútil.
O projeto original isenta do recolhimento os inativos que recebem todo o mês até R$ 600. Para os que recebem quantias acima deste valor, a contribuição seria de 11%. De acordo com o ministério da Previdência e Assistência Social, no ano passado o governo recolheu R$ 5,9 bilhões dos servidores ativos. As aposentadorias e pensões pagas aos inativos somaram R$ 52,1 bilhão, causando um déficit de 45,2 bilhões. (AE)





