Curitiba - Apesar da insistência da bancada de oposição em colocar de uma vez em funcionamento a CPI do Porto, o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), garante que a CPI ainda não está instalada.
O presidente da comissão, Durval Amaral (PFL), alega que os quatro deputados que pretendem retirar suas assinaturas do requerimento de apoio à CPI (são necessárias 18 assinaturas) não podem mais fazê-lo, porque a criação da CPI já foi publicada no Diário Oficial da Assembléia, no dia 24. Além disso, outros cinco deputados da oposição estariam dispostos a apoiar a CPI em caso de desistência formal dos quatro governistas. Oficialmente, os nomes não são revelados, nem dos que querem sair nem dos que querem entrar.
''Vou pedir à Procuradoria Jurídica da Casa que me entregue um parecer até segunda-feira, para saber se é possível a retirada de nomes e a assinatura de outros, mesmo após a publicação. Até lá, não tem CPI'', sentenciou o presidente do Legislativo.
Outro entrave na instalação da CPI é o PMDB, que ainda não indicou os nomes dos integrantes da comissão. ''Se (o PMDB) não indicar até segunda-feira, eu indico, como prevê o Regimento Interno'', garantiu Brandão. ''Honrarei os meus compromissos como presidente da Assembléia'', asseverou. Quem tem que oficializar as indicações é o líder da bancada, Antonio Anibelli. Mas ele estava ontem no Interior, e só retorna segunda-feira, segundo os funcionários de seu gabinete.
Amaral disse que não há justificativa para protelar a CPI. ''Retirar assinatura os deputados não podem'', avaliou. Para Amaral, o PMDB não indicou os nomes até agora de propósito, para emperrar a CPI.

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