Os deputados das bancadas aliada e de oposição ao governo, que estiveram reunidos na manhã de ontem com o secretário da Fazenda e presidente da Copel, Ingo Hubert, saíram sem as informações que queriam sobre as ações da companhia de energia. ‘‘Fomos buscar informações e acabamos tendo apenas uma conversa’’, resumiu o líder da oposição, Orlando Pessuti (PMDB). Segundo ele, o encontro, que durou cerca de meia hora, foi ‘‘breve e não muito esclarecedor’’. Os deputados pediram cópia do termo de caução, para saber de que forma seria feito o resgate das ações, mas não receberam. ‘‘Agora a Assembléia vai pedir formalmente para que o governo providencie o documento’’, declarou Pessuti.
O deputado peemedebista disse que o secretário da Fazenda se limitou a dizer que o Estado não corre o risco de perder os papéis por dois motivos. Primeiro, porque qualquer bem público, para ser transferido à iniciativa privada, depende de processo licitatório. O outro argumento colocado por Hubert, segundo Pessuti, é que não haveria interesse do Itaú - novo controlador do Banestado - em ‘‘arrumar encrenca’’ com o Paraná, por estar iniciando suas operações no Estado. Pelos corredores da Assembléia, circula a informação de que a prorrogação do prazo com o Itaú já estaria acertada.
‘‘Aquilo que fomos buscar a secretaria não tinha’’, reclamou o deputado José Maria Ferreira (PSDB). ‘‘O secretário recebeu a comissão de deputados sem estar munido de informações’’, arrematou. De acordo com o tucano, ‘‘o jeito é esperar’’. A dificuldade dos deputados em obter informações junto à Secretaria da Fazenda não é de hoje. Na gestão anterior (Giovani Gionédis), os parlamentares precisavam insistir para receber dados.
Estiveram presentes ainda o tucano José Maria Ferreira, Irineu Colombo (PT), Ademar Traiano (PTB) e o líder do governo Valdir Rossoni (PTB).

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